O ministro do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social defendeu esta quinta-feira, em declarações aos jornalistas, que a descida da TSU não teve qualquer influência no valor do salário mínimo nacional.
João Vieira Lopes, presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), falou aos jornalistas após concluída a reunião com o Governo sobre o salário mínimo nacional em sede de Concertação Social.
Patrões e sindicatos são unânimes ao considerar que a supressão de quatro feriados desde 2013 não aumentou a produtividade, com a CGTP e a UGT a exigirem a sua reposição este ano e as confederações a reivindicarem compensações.
O salário mínimo nacional (SMN) passou a ser de 530 euros, a partir de hoje, com a publicação em Diário da República (DR) de um decreto-lei aprovado em Conselho de Ministros a 23 de dezembro.
O salário mínimo nacional (SMN) vai subir para os 530 euros a partir de 01 de janeiro, de acordo com a proposta do Governo aprovada em Conselho de Ministros, e promulgada na terça-feira pelo Presidente da República.
O líder da UGT criticou hoje a estratégia das confederações empresariais no que toca í questão do salário mínimo, considerando-as em parte responsáveis pelo facto de o Governo não ter conseguido alcançar um acordo em sede de concertação social.
A Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) está contra a possibilidade de ser feito um acordo "fechado e taxativo" de médio prazo sobre o salário mínimo, devido í incerteza política e económica existente, disse hoje o seu presidente.
A Corrente Sindical Socialista da CGTP considera que a subida do salário mínimo para 530 euros é insuficiente e discorda da redução da TSU, mas defende que a Intersindical deve subscrever um acordo com o Governo e restantes parceiros.