O país ficou ontem a conhecer o resultado de um estudo económico levado a cabo por um conjunto de 12 economistas. Entre elas constava a redução temporária da Taxa Social Única. Mas quanto vale a medida para a carteira dos portugueses?
A Assembleia da República debate hoje o Programa de Estabilidade e o Programa Nacional de Reformas, documentos apresentados pelo Governo na passada semana em Conselho de Ministros.
Os economistas responsáveis pelo cenário macroeconómico do PS estimam que, com as medidas incluídas no relatório hoje apresentado, Portugal tenha, em 2016, mais crescimento, mais défice, mais dívida pública mas menos desemprego do que as últimas previsões do Governo.
A Associação dos Profissionais no Regime Amas (APRA) disse hoje ter recebido, do Instituto de Segurança Social (ISS), a garantia de que pretende transferir estes trabalhadores para as IPSS, aguardando a publicação da lei relativa í s instituições de enquadramento.
O Governo determinou que o valor a poupar no âmbito do pagamento de pensões teria de situar-se nos 600 milhões de euros. Porém, ninguém arrisca uma fórmula para fazer cumprir esta medida.
O Governo volta a admitir como hipótese a introdução de limites máximos í s contribuições para a Segurança Social, o chamado plafonamento, mas apenas para as gerações mais novas, segundo o Programa de Estabilidade hoje entregue no parlamento.
O Governo espera que a dívida pública portuguesa atinja os 60% do Produto Interno Bruto (PIB), cumprindo uma das regras europeias, apenas em 2033, segundo o Programa de Estabilidade 2015-2019.
A presidente da Associação de Pensionistas e Reformados (APRe!) considerou hoje "absolutamente inadmissível" que o Governo afirme que a Segurança Social não é sustentável e defenda simultaneamente um corte na Taxa Social Única (TSU) das empresas.
A Taxa Social Única está outra vez na ordem do dia, depois de uma proposta do Governo em 2012 ter levado milhares em protesto í rua. Agora, os planos do Governo são diferentes.