Partidos angolanos pedem maior cidadania e democracia
O apelo í consciência nacional, í cidadania e í consolidação da democracia esteve hoje presente nos discursos das principais forças políticas angolanas, numa análise aos próximos desafios para Angola, í passagem de mais um aniversário da independência.

2015-11-11 18:07:27 - (46 visualizações)
Angola completou hoje 40 anos de independência do colonialismo português, assinalados num ato central que contou com a presença de oito chefes de Estado e de Governos, bem como representantes de vários países.
Ao comentar o momento, o antigo primeiro-ministro de Angola e militante do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), Lopo do Nascimento, defendeu a formação para a nova geração para poder dirigir o país com conhecimento.
Justificando a falta de oportunidade de formação da sua geração, Lopo do Nascimento pediu engajamento dos jovens na formação e na consciência nacional.
Todos nós temos partidos, cada um tem o seu partido, mas antes dos partidos está a consciência da nação, do país, referiu Lopo do Nascimento.
Ainda sobre o ato central, marcado por desfiles de blocos civis e dos vários ramos militares, o histórico do MPLA congratulou-se com a evolução das forças armadas angolanas.
Nós fizemos o primeiro desfile, em 1976, e eu ainda vejo as fotografias. Quando a gente compara aquele desfile, que as forças armadas passavam em Unimogs, que as forças portuguesas deixaram, e vejo hoje, vem-me à cabeça a evolução não só do país, mas também das forças armadas (...) é uma grande evolução, comentou.
Por sua vez, o vice-presidente da bancada parlamentar da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Adalberto da Costa Júnior, reconheceu que alguma coisa foi feita em 40 anos, mas que falta ainda mais diálogo, reconciliação e inclusão.
Falta-nos de facto todos conseguirmos construir uma Angola boa para todos neste momento, assinalou o dirigente do maior partido da oposição angolana.
Para Adalberto da Costa Júnior, ao tema das comemorações dos 40 anos da independência Angola 40 anos: Independência, Paz, Unidade Nacional e Desenvolvimento, faltou a palavra Democracia.
Democracia é exatamente a tolerância, o direito à diferença, o multipartidarismo, a inclusão na diferença, são estas questões que nós ainda temos que aprender a ultrapassar. De qualquer maneira pelos 40 anos, sem dúvida nenhuma, não é num momento de festa que devemos trazer o menos positivo, devemos é exaltar os desafios para o futuro, frisou.
Por seu turno, o vice-presidente da Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (CASA-CE), Manuel Fernandes, 40 anos de independência são para comemorar e refletir também que é preciso tornar Angola um país digno e próspero para todos angolanos.
Neste preciso momento, o desafio é para consolidarmos a democracia, desenvolvermos o país, no sentido do desenvolvimento se refletir diretamente na vida dos angolanos, defendeu o também deputado da segunda maior força da oposição angolana.
Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt