Repor feriados civis e não os religiosos é laicização excessiva da sociedade
O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), Manuel Clemente, disse hoje, em Fátima, no distrito de Santarém, que avançar com a reposição dos feriados civis e não dos religiosos é uma laicização excessiva da sociedade.

2015-11-12 17:35:25 - (84 visualizações)
Isso é mais um sintoma de uma laicização que eu considero excessiva da sociedade, afirmou Manuel Clemente na conferência de imprensa, após mais uma assembleia plenária da CEP, a reunião magna do episcopado português.
Para o cardeal-patriarca de Lisboa, a laicidade é um valor, mas a sociedade é um organismo vivo que transporta tradições, culturas, momentos de encontro, festas, ocasiões, lembranças e isso tem que estar presente e tem que ser considerado.
Há uma considerável parte da população portuguesa que se refere à tradição católica, que veicula esses valores e que pode também ter essa materialização em datas consignadas, destacou, defendendo que uma laicidade encarada positivamente não é um vazio das tradições religiosas.
Antes, Manuel Clemente notou que a supressão dos feriados religiosos foi matéria objeto de uma negociação entre o Estado português e a Santa Sé.
Tanto quanto eu sei, da parte da Nunciatura ainda não se recebeu nenhuma sugestão. Se alguma vez vier, analisaremos o caso, na medida em que também somos parte interessada, referiu.
O PS compromete-se a repor em 2016 os quatro feriados que foram eliminados pelo anterior executivo, esclarecendo que esta reposição será feita em duas fases: primeiro os civis e depois, após negociação com as entidades competentes, os religiosos.
Em 2012, com efeitos a partir de 2013, o Governo suprimiu quatro feriados: dois religiosos, o de Corpo de Deus em junho (feriado móvel), e o dia 01 de novembro, dia de Todos os Santos, e dois civis, 05 de outubro, Implantação da República, e o 1.º de Dezembro, Restauração da Independência.
Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt