CGTP espera sensibilidade social do novo executivo
O secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, disse hoje esperar que o novo Governo tenha sensibilidade social não só para ouvir, como para dar correspondência í s propostas da central sindical, regozijando-se com a queda do executivo do PSD/CDS.

2015-11-24 20:42:24 - (35 visualizações)
Em declarações aos jornalistas numa concentração que hoje decorreu no Largo do Carmo, em Lisboa, sob o lema A Constituição é para cumprir! Democratas e patriotas mobilizemo-nos!, Arménio Carlos considerou que a indigitação de António Costa como primeiro-ministro é desde logo a confirmação de que finalmente a vontade maioritária do povo português e da maioria de deputados na Assembleia da República foi respeitada.
O que esperamos é que este Governo que emana de uma maioria de deputados na Assembleia da República tenha a sensibilidade social para não só ouvir mas também para dar consequência e correspondência aquilo que são as nossas ideias e as nossas propostas, apelou, considerando que é preciso dar sequência às promessas feitas pelos partidos da esquerda do ponto de vista prático e legislativo.
Segundo o secretário-geral da CGTP, as manifestações do próximo sábado que estão programadas para Braga, Porto e Lisboa são muito importantes porque aquele é o momento de regozijo coletivo face à queda definitiva do Governo do PSD/CDS.
As reservas que o Presidente da República levantou não foram tanto em relação aquilo que pode ser feito pelo novo governo e pela nova Assembleia da República, foi sobretudo pela proposta que lhe foi apresentada não corresponder àquilo que eram os seus desejos e todos sabemos que os desejos do presidente passavam pela perpetuação do PSD e do CDS no poder, criticou.
Sobre a disponibilidade de diálogo da central sindical com o próximo Governo, o sindicalista garante que a CGTP sempre a teve com todos os executivos, à esquerda e à direita.
O problema é que da parte do anterior governo nunca houve essa disponibilidade a não ser para colocar a CGTP perante factos consumados. Sempre estivemos e continuamos a estar disponíveis para dialogar e negociar com qualquer governo e com este, garantiu.
Para Arménio Carlos o que é importante é que se dê resposta a outros problemas e outras questões que neste momento se colocam, naquilo que diz respeito à afirmação dos direitos e liberdades mas também aos valores de Abril.
É um dia que é importante porque é resultado da luta que também tivemos e demos um contributo importante para esta decisão, mas é um dia de alerta geral para a necessidade dos trabalhadores não ficarem à espera daquilo que aconteça mas pelo contrário terem iniciativa e uma forte participação cívica para contribuírem para fazerem destes dias históricos, afirmou.
A revogação das normas gravosas da legislação laboral, a necessidade de dinamizar a contratação coletiva como instrumento de afirmação da democracia nas relações laborais e a distribuição da riqueza são medidas que devem ser tomadas na opinião da CGTP.
É importante relembrar que este modelo baseado em baixos salários não se podem manter sob pena de se acentuarem as desigualdades e o empobrecimento, enfatizou.
Para Arménio Carlos é por isso um momento de afirmação de que a mudança de política corresponde necessariamente aquilo que são novos desígnios e à valorização do trabalho.
O Presidente da República indicou hoje o secretário-geral do PS, António Costa, para primeiro-ministro, indica uma nota da Presidência da República em que é ainda referido que a continuação em funções do XX Governo Constitucional, liderado por Pedro Passos Coelho, em gestão não corresponderia ao interesse nacional.
Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt