Presidente executivo da Abengoa demite-se do cargo
A Abengoa anunciou hoje que o seu presidente executivo, Santiago Seage, apresentou demissão do cargo, depois da empresa de energias renováveis que emprega cerca de 29.000 pessoas entrar em falência.

2015-11-27 19:35:11 - (17 visualizações)
Na quarta-feira, a empresa pediu a proteção dos credores durante quatro meses até chegar a uma solução, depois do acordo de investimento por parte da Gestamp, subsidiária da Gonvarri Corparación Financiera, não se ter concretizado.
Por falta de cumprimento das condições da parte da Abengoa, a Gonvarri retirou o plano para investir 350 milhões de euros na empresa, em troca de 28% do capital da Abengoa.
O grupo andaluz Abengoa emprega cerca de 29.000 pessoas em todo o mundo (mais de 6.500 em Espanha) e tem uma dívida financeira de 8,9 mil milhões de euros.
Hoje, a Abengoa anunciou que aceitou a demissão de Santiago Seage, adiantando que todos os poderes operacionais vão passar para as mãos do presidente do Conselho de Administração, Dominguez Abascal.
Entretanto, a agência de notação financeira Standard & Poors assegurou hoje que a tensão financeira sobre a Abengoa, que simplesmente pediu a proteção dos credores, é pouco provável que tenha repercussões imediatas no rating (nota) dos bancos credores da empresa.
A dívida bruta da energética não se concentra em grande medida entre as entidades espanholas que financiaram a empresa, já que também conta com credores estrangeiros.
Os bancos Santander, Bankia, Banco Popular e a CaixaBank são entidades financeiras espanholas que participaram no financiamento da Abengoa, embora 38% da dívida da empresa são ações, que geralmente não estão nas mãos dos bancos nacionais.
Os bancos portugueses Novo Banco, BPI e Caixa Geral de Depósitos têm, no seu conjunto, uma exposição de 75 milhões de euros à empresa de renováveis espanhola Abengoa.
De acordo com um documento ao qual o jornal espanhol Expansión teve acesso, são mais de 200 as entidades financeiras de todo o mundo com exposição à Abengoa, num montante total de 20,2 mil milhões de euros.
A lista indica que o Novo Banco tem uma exposição à Abengoa de 55 milhões de euros, a Caixa Geral de Depósitos 10 milhões e o BPI outros 10 milhões de euros.
Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt