Colômbia recebe 100 milhões de dólares para combater desflorestação
A Colômbia vai receber 100 milhões de dólares da Noruega, Alemanha e Reino Unido para combater a desflorestação no leste da Amazónia, segundo um convénio assinado pelo presidente colombiano, Juan Manuel Santos, com representantes daqueles países.

2015-11-30 19:35:27 - (76 visualizações)
Os benefÃÂcios da paz começam a ver-se, e ver-se-ão cada vez mais, em termos ambientais, em ações concretas, como estes recursos que serão levados a essas zonas do território onde há uma grande degradação, assegurou hoje o ministro do Meio Ambiente e desenvolvimento Sustentável colombiano, Gabriel Vallejo López.
Falando na COP21, que decorre em Paris, o governante revelou que um protocolo similar será assinado esta terça-feira, permitindo que a Colômbia receba ajudas de 200 milhões de dólares.
Segundo o ministro, a desflorestação aumentou em algumas zonas da Amazónia, devido a cultivos ilÃÂcitos, aumento das fronteiras agrÃÂcolas, mineração ilegal e todo o tipo de atividades criminosas que se desenvolveram nos últimos anos.
O acordo foi anunciado durante uma conferência intitulada Os bosques e as alterações climáticas, devendo a ajuda financeira começar a chegar àColômbia a partir de março.
Para Vallejo López, estes acordos representam uma enorme oportunidade para a Colômbia, que tem vindo a fazer um trabalho na área do meio ambiente com paÃÂses que querem apoiá-lo e acompanhá-lo.
Os convénios surgem após a Noruega, a Alemanha e o Reino Unido terem verificado que estava a ser realizado um programa de reflorestação e, a partir do primeiro trimestre de 2016, chegam os primeiros 35 milhões, destinados a zonas afetadas por 50 anos de conflito.
A COP21, que começou hoje em Paris, decorre até 11 de dezembro, e junta na capital francesa representantes de 195 paÃÂses, que tentarão alcançar um acordo vinculativo sobre redução de emissões de gases com efeito de estufa que permita limitar, até 2100, o aquecimento da temperatura média global da atmosfera a dois graus centÃÂgrados acima dos valores registados antes da revolução industrial.
Até agora, mais de 170 paÃÂses já apresentaram os seus contributos para a redução de emissões, mas ainda insuficientes para alcançar a meta proposta.
Entre os assuntos pendentes estão a aceitação de um mecanismo de revisão periódica das contribuições nacionais e a existência de um só sistema, sem divisões entre paÃÂses desenvolvidos e em desenvolvimento, mas com flexibilidade no tratamento, tema que, juntamente com a responsabilização dos paÃÂses maiores emissores, serão aspetos mais difÃÂceis de resolver.
Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt