Negociações na concertação social "não se esgotam" no salário mínimo
O presidente da CIP -- Confederação Empresarial de Portugal considerou hoje que as negociações na concertação social "não se esgotam" no salário mínimo e disse estar disponível para "discutir" um acordo de competitividade, crescimento e Emprego que deverá "tratar de uma política de rendimentos".

2015-12-02 19:49:12 - (103 visualizações)
António Saraiva, que falava no almoço mensal da AHP - Associação da Hotelaria de Portugal, em Lisboa, referiu que as negociações em sede de concertação social não se esgotam no salário mÃnimo: Estamos totalmente disponÃveis para discutir e celebrar um acordo de Competitividade, Crescimento e Emprego [do Governo] que deverá tratar de uma polÃtica de rendimentos, na qual estará também incluÃdo o salário mÃnimo.
Não nos vão anunciar medidas que, partidariamente ou em termos de parlamento, por maioria já foram decididas, advertiu, adiantando que a concertação social está valorizada, deve ser valorizada, e o seu papel é insubstituÃvel.
Da CIP, enquanto parceiro social, não terão a disponibilidade para ser caixa recetora de decisões já tomadas, salientou.
No mesmo sentido, o lÃder da CIP referiu que o salário mÃnimo deve ser negociado com os parceiros sociais tendo em conta o crescimento da economia, a inflação e a produtividade.
Sem por em causa um aumento do salário mÃnimo nacional, António Saraiva diz que a CIP quer ser parte ativa nas decisões, contribuir com propostas e com as soluções que tem para muitos dos problemas de competitividade da economia portuguesa.
Entretanto, o primeiro-ministro, António Costa, anunciou hoje no Parlamento que vai convocar os parceiros sociais para a primeira reunião de concertação social na próxima semana para discutir o aumento do salário mÃnimo nacional para os 600 euros durante a legislatura.
António Saraiva confirmou aos jornalistas que esta reunião já está marcada para quinta-feira (dia 10 de dezembro) para discussão do programa do Governo e agenda.
Vamos ouvir o que o Governo tem para dizer, na expectativa de que haja um reforço do diálogo social, salientou o responsável da CIP.
O programa do Governo prevê um aumento do salário mÃnimo para os 600 euros em 2019.
A remuneração, até lá, subirá dos atuais 505 euros para 530 euros em 2016, 557 euros em 2017 e 580 em 2019.
A CGTP exige um aumento para 600 euros em 2016, enquanto a UGT pede que suba para 535 euros.
Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt