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China formula novas diretrizes na luta antiterrorista

O Governo chinês formulou novas diretrizes nacionais para coordenar as forças de segurança e "fazer frente í s mudanças na luta contra o terrorismo, tanto no plano doméstico, como no internacional", avançou hoje a imprensa estatal.



2015-12-14 10:28:34 - (54 visualizações)

O chefe da segurança no país, Meng Jianzhu, disse que Pequim está a coordenar os seus esforços na luta antiterrorista com a comunidade internacional, depois do aumento do número de ataques terroristas em solo chinês, organizados além-fronteiras, através da internet.

Meng falava numa conferência de imprensa em Urumqi, a capital da província do Xinjiang, palco de tensões entre a minoria muçulmana uigur e as autoridades chineses, e onde, segundo Pequim, operam grupos terroristas influenciados por jihadistas estrangeiros.

Uma das novas diretrizes consiste em fortalecer os serviços de informações chineses, integrando a informação compilada no Xinjiang com o sistema nacional, avançou Meng.

O responsável chinês afirmou que 98% dos ataques terroristas no Xinjiang foram intercetados durante a sua fase de planificação e que as autoridades querem desmantelar mais células antes que estas possam perpetuar atos terroristas.

Em 2014, 712 pessoas foram condenadas na China por terrorismo e atividades separatistas, segundo dados oficiais apresentados durante a Assembleia Nacional Popular chinesa, que se realiza todos os anos em março.

A maioria dos casos ocorreu no Xinjiang, mas houve também um atentado na Praça Tiananmen, em Pequim, e outro na estação ferroviária de Kunming, no sudoeste do país.

A China considera os separatistas do Xinjiang responsáveis pelos conflitos na região, no entanto, peritos e grupos de defesa dos Direitos Humanos consideraram que a política repressiva de Pequim relativamente à cultura e religião dos uigures alimenta as tensões.

No início deste mês, a organização extremista Estado Islâmico publicou uma música em chinês, num dos seus `sites` na internet, a apelar aos seguidores do islão na China para que se sacrifiquem em prol da guerra santa.

Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt

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