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Tunísia assinala com discrição 5.º aniversário da "Revolução do Jasmim"

A Tunísia assinalou hoje sem grande entusiasmo o 5.º aniversário do início da revolução que derrubou a ditadura de Ben Ali, e deu início í  "Primavera írabe", com as convulsões a alastrarem no norte de ífrica e Médio Oriente.



2015-12-17 21:00:29 - (59 visualizações)

A Tunísia rompeu definitivamente com a Tirania, sem regresso possível, considerou em comunicado o primeiro-ministro tunisino, Habib Essid, numa referência à rebelião popular que ficou conhecida por Revolução do Jasmim.

Em 17 de dezembro de 2010, um vendedor ambulante de 26 anos, Mohamed Bouazizi, confrontado com a precaridade de trabalho e os abusos policiais, imolou-se em Sidi Bouzid, desfavorecida região centro do país. A decisão de Bouazizi, que acabará por morrer em 4 de janeiro de 2011, provocou uma onda de choque.

As manifestações reprimidas pelo regime (mais de 300 mortos em um mês) alastraram a toda a Tunísia, para culminarem em 14 de janeiro de 2011 com o derrube, após 23 anos no poder, do presidente Zine El Abidine Ben Ali, que se exila na Arábia Saudita onde ainda permanece.

A euforia pós-revolucionária acabou progressivamente por esmorecer, quer devido à persistência do desemprego e da miséria, e à ameaça jihadista, que implicaram modestas celebrações organizadas em Sidi Bouzid, sob forte proteção.

A ministra da Cultura anunciou a construção de um Museu da Revolução na cidade e inaugurou um Instituto regional da música e uma biblioteca municipal, enquanto era organizado um espetáculo equestre.

Dezenas de pessoas manifestaram-se perante a sede as autoridades locais, emitindo a frase Trabalho, liberdade, dignidade nacional, um dos principais slogans da revolução, e numa manifestação da desilusão e ressentimento que atinge parte considerável da população.

Em 2012, o então presidente Moncef Marzouki foi expulso das comemorações por uma multidão em fúria, e em 2014 os dirigentes tunisinos não compareceram.

No entanto, a Tunísia continua a ser considerado o mais significativo exemplo deste processo de transição política. Enquanto a Síria, o Iémen e a Líbia se debatem com a guerra ou o caos, e o Egito reprime todas as forças da oposição, organizou eleições livres (2011 e 2014) e adotou uma nova Constituição.

O Prémio Nobel da Paz deste ano foi por sua vez atribuído a um quarteto de organizações tunisinas pela sua contribuição no sucesso da transição democrática através do diálogo.

No entanto, a economia do país permanece em grandes dificuldades, afetada pela instabilidade que se seguiu à revolução, os movimentos sociais e o reforço do do jihadismo, responsável por atentados que prejudicaram os investimentos e o turismo.

Assim, e desde 2011, dezenas de pessoas, na maioria polícias, militares e turistas estrangeiros já foram mortos pelos jihadistas.

Na sequência do mais recentes atentados, as autoridades proclamaram o estado de emergência, pela segunda vez em 2015.

Em paralelo, diversas organizações não governamentais têm apelado à Tunísia para garantir os direitos humanos apesar da situação de exceção, designadamente após as centenas de operações policiais desencadeadas por todo o país.

Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt

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