Sócrates: Arquiteto e quadro da CGD reforçam acusação de corrupção
Ministério Público tem na sua posse testemunhos que colocam José Sócrates em maus lençóis.

2015-12-24 08:07:26 - (129 visualizações)
O Diário de NotÃcias revela, na sua edição desta quinta-feira, que o Ministério Público tem, cada vez mais reforçada, a tese de que o ex-primeiro-ministro José Sócrates cometeu crimes de corrupção relativamente ao empreendimento Vale do Lobo, no Algarve.
De acordo com o noticiado, Nuno Guerreiro, arquiteto da Câmara Municipal de Loulé, explicou no seu depoimento que antes da aprovação do Protal (agosto de 2007) “existia a expectativa†de que não fosse incluÃdo nenhum regime de exceção naquele documento e, por isso, “não havia sequer o empenho de desenvolver as estruturas e de comercializar determinados lotesâ€.
Mas o regime de exceção terá sido mesmo incluÃdo no número 6 do Protal que determinava que o novo regime não se aplicava “aos planos de urbanização e aos planos de pormenor em elaboração que à data de entrada em vigor (dezembro de 2007) da presente resolução já tinham sido remetidos à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarveâ€.
Assim, conta o DN, em janeiro de 2008 a Assembleia Municipal de Loulé aprovou o novo PDM, tendo ficado definido que “os parâmetros urbanÃsticos fixados neste artigo não se aplicam à s áreas abrangidas pelos seguintes planos municipais de ordenamento do território enquanto plenamente eficazesâ€. E entre estes planos estava o Plano de Pormenor de Vale do Lobo 3.
Já no que diz respeito ao envolvimento da Caixa Geral de Depósitos no negócio, o procurador Rosário Teixeira recolheu o depoimento de duas testemunhas: Arnaldo Matias e José Vilela Filipe.
O primeiro, é ex-colaborador de Vale do Lobo, e o segundo é ex-membro do conselho de administração e atual quadro da CGD.
Para o procurador do Ministério Público, os depoimentos destas testemunhas mostram que a Caixa Geral de Depósitos financiou “de forma precipitada†o empreendimento de Vale do Lobo “com um resultado, em sede de incumprimento do crédito concedido, que não se explicaâ€, tendo em conta a posterior “crise do setor imobiliárioâ€.
Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt