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Metade dos trabalhadores dos Empreendimentos Montebelo em greve

O Sindicato da Indústria de Hotelaria e Turismo do Centro disse hoje que metade dos trabalhadores de quatro unidades hoteleiras do Grupo Empreendimentos Turísticos Montebelo está em greve e que reivindicam direitos perdidos com a alteração da convenção coletiva.



2015-12-29 11:56:11 - (81 visualizações)

Temos uma adesão à greve na ordem dos 50 por cento. Embora não seja a que pretendíamos, os trabalhadores vão manter-se firmes até que a administração do grupo se mostre disponível para chegarmos a um entendimento, sustentou Afonso Figueiredo, do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Centro.

De acordo com o dirigente sindical, os trabalhadores do Montebelo Viseu Hotel & Spa, Hotel Príncipe Perfeito, Hotel Palácio dos Melos e Parador Casa da Ínsua Hotel decidiram convocar a greve - que incluiu uma concentração esta hoje à entrada do Hotel Montebelo - porque a administração mostrou-se indisponível para chegar a um entendimento.

A empresa decidiu de forma unilateral alterar a convenção coletiva de trabalho, que resultou num enorme prejuízo para estes. Os trabalhadores deixaram de progredir automaticamente na carreira como estava previsto, têm o salário congelado desde 2010, deixaram de ter direito aos três dias da majoração das férias, para além de terem perdido o subsídio de alimentação nas férias, informou.

Afonso Figueiredo sublinhou que alguns trabalhadores atravessam algumas dificuldades económicas, tendo em conta o aumento do custo de vida que acontece todos os anos.

Os trabalhadores pretendem que a administração se sente e dialogue com os representantes dos trabalhadores no sentido de se encontrar uma solução, que, mesmo que não resolva todos os problemas no imediato, possa minimizar este prejuízo dos trabalhadores, acrescentou.

No seu entender, apesar de cerca de 130 trabalhadores se encontrarem nesta situação, são os que trabalham há cerca de 20 anos neste grupo que mais sente na pele esta perda.

Os trabalhadores das unidades hoteleiras que abriram mais recentemente não sentem ainda esta situação, porque já não foram abrangidos pela anterior convenção coletiva de trabalho, daí a decisão de termos restringido o pré-aviso de greve, esclareceu.

Já em agosto os trabalhadores estiveram em greve, depois de terem reunido pelo menos três vezes com representantes da administração da empresa.

Disseram-nos que compreendiam, mas não mostraram disponibilidade para encontrar uma solução. De agosto para cá houve pedidos de reuniões pelos trabalhadores, mas a empresa disse que não havia motivo para tal, destacou.

O dirigente sindical referiu ainda que chegaram a ser contactados por uma associação patronal do país, que pretendia mediar a situação com o intuito de evitar a greve.

Mostramo-nos disponíveis e a reunião esteve agendada, mas à última da hora fomos informados de que a empresa tinha recuado. Os trabalhadores não se conformam: estão muito indignados com esta postura da empresa, que não quer dialogar connosco para chegar a um entendimento, concluiu.

Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt

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