Casal Dorminsky recorre de condenação por difamação de jornalista da Visão
A responsável da cooperativa Cinema Novo Beatriz Pacheco Pereira disse hoje que vai recorrer da sentença por difamação do jornalista Miguel Carvalho, hoje anunciada e que a condenou e a Mário Dorminsky ao pagamento de 3.120 euros.

2016-01-07 19:14:31 - (82 visualizações)
Questionada pela Lusa em reação ao anúncio da condenação, a dirigente da Cinema Novo, entidade organizadora do Fantasporto, não quis fazer mais comentários.
A instância local criminal da Comarca do Porto deu como provado que Mário Dorminsky e Beatriz Pacheco Pereira -- dirigentes da cooperativa -- praticaram, em coautoria, um crime de difamação com publicidade, sendo condenados a uma pena de multa de 1.120 euros e a pagar uma indemnização de 2.000 euros a tÃÂtulo de reparação dos danos não patrimoniais sofridos, indica a decisão a que a Lusa teve acesso.
Todo este processo começou com uma reportagem que saiu na revista Visão, em setembro de 2013, onde se avançava que o Instituto do Cinema e Audiovisual (ICA) recebeu uma denúncia dando conta de eventuais ilegalidades na organização do festival de cinema Fantasporto, nomeadamente fuga ao IVA e falsificação do número de espetadores.
O inquérito posteriormente aberto àcooperativa Cinema Novo para investigar as ilegalidades denunciadas acabou por ser arquivado pelo Ministério Público por falta de provas, caindo também os processos na Autoridade Tributária, Segurança Social e entidade reguladora das cooperativas (CASES).
Na sentença de hoje relativa àqueixa-crime por difamação, o tribunal diz ter ficado demonstrado que os arguidos, desagradados com o teor da peça jornalÃÂstica publicada na revista Visão em 05 de setembro de 2013 redigiram e enviaram àagência Lusa para divulgação um comunicado em que pretenderam dizer e disseram que a origem da peça e os seus propósitos ÃÂnvios não eram outros senão os polÃÂticos, ou seja denegrir duas pessoas que eram apoiantes de uma candidatura àCâmara Municipal do Porto, para a prejudicar e beneficiar a candidatura sua oponente.
Sendo a peça escrita por um jornalista, pretenderam dizer e disseram que o autor da peça era parcial e não isento porque os seus motivos eram os acima descritos, explica a sentença, onde se acrescenta que tais considerações traduzem juÃÂzos objetivamente lesivos da dignidade profissional do ora assistente, que como jornalista tem o dever de informar de forma isenta, em artigos de informação.
Em outubro, a Cinema Novo referiu que o ICA já garantiu o apoio ao festival até 2017 e que a Câmara do Porto mantém o seu apoio de 25 mil euros para a próxima edição, a decorrer entre os dias 26 de fevereiro e 05 de março.
Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt