Banca angolana protegida contra branqueamento de capitais
O Banco Nacional de Angola (BNA) estima que o sistema financeiro do país esteja em conformidade com os requisitos internacionais de prevenção do branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo durante o primeiro semestre de 2016.

2016-01-12 17:42:15 - (51 visualizações)
A posição foi transmitida hoje, em comunicado, pelo banco central angolano e surge algumas semanas depois de vários anúncios de bancos internacionais cortando o fornecimento de divisas (dólares) ao paÃs, alegadamente por incumprimento de requisitos nesta matéria.
Embora não seja referido no comunicado, esse corte está a agravar a crise cambial em Angola, que teve origem há mais de um ano com a progressiva quebra nas receitas com a exportação de petróleo.
O BNA irá envidar esforços, para que no primeiro semestre de 2016 se possa apreciar uma evolução significativa no sistema financeiro de Angola, no que diz respeito a conformidade face aos requisitos de prevenção do branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo, garantindo a autenticidade e total compatibilidade a todos os ativos financeiros do paÃs, lê-se no comunicado.
Citado na mesma informação, o governador do BNA, José Pedro de Morais Júnior, afirma que Angola tem feito progressos consideráveis na adoção de requisitos mais exigentes de prevenção do branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo.
Estamos confiantes de que todas estas medidas irão apoiar as instituições financeiras, visando satisfazer as suas exigências legais e regulamentares com eficiência. Ao garantir esse sucesso, o BNA irá promover a integridade do sistema financeiro angolano, colocando-o em boa posição a nÃvel mundial, refere o governador.
Desde 2010, recorda o banco central, o paÃs assumiu um compromisso governamental de alto nÃvel para trabalhar com os órgãos internacionais e regionais e para ultrapassar lacunas na infraestrutura financeira, com passos significativos para se alinhar com as recomendações internacionais.
Entre essas medidas conta-se a adesão ao Grupo Anti-Lavagem de Dinheiro de Ãfrica Oriental e Austral, a promulgação de leis para fornecer uma base jurÃdica para medidas de congelamento, apreensão e confisco do produto da lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo e criminalização destas práticas.
Ainda segundo José Pedro de Morais Júnior, o BNA está comprometido em manter a estabilidade financeira de Angola e assim garantir um desenvolvimento social e económico sustentável, buscando aumento das entradas de IDE (Investimento Direto Estrangeiro) no paÃs.
O nosso maior objetivo é continuar a implementar reformas estruturais, a fim de fortalecer o sistema financeiro angolano para mitigar os potenciais riscos de branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo, conclui o governador do banco central.
Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt