"Nunca, mas nunca mais, novos tarrafais"
O primeiro-ministro inaugurou hoje o Museu do Campo de Concentração do Tarrafal, Cabo Verde, fazendo um discurso em que enalteceu os lutadores pelas independências africanas e defendeu a tese de que só é livre quem os outros liberta.

2016-01-20 16:35:37 - (78 visualizações)
Numa cerimónia em que estiveram também presentes o primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, o dirigente histórico comunista Domingos Abrantes, os ministros Augusto Santos Silva e João Soares, bem como o presidente da Associação Nacional dos MunicÃÂpios Portugueses, Manuel Machado, António Costa fez um paralelismo entre a luta pela liberdade em Portugal até ao 25 de Abril de 1974 e o combate pela independência das antigas colónias portuguesas.
Nunca, mas nunca mais, novos tarrafais, declarou o primeiro-ministro, numa alusão aos mais de trinta presos polÃÂticos que, entre 1936 e 1954, morreram neste campo de concentração do Estado Novo.
Perante antigos presos polÃÂticos, António Costa prestou homenagem ao lÃÂder histórico da resistência da Guiné e Cabo Verde, AmÃÂlcar Cabral - cuja data da sua morte é hoje assinalada em feriado nacional pelos cabo-verdianos - e referiu que todos os povos têm momentos negros na sua História.
E uma das marcas mais negras da nossa História é, sem dúvida, o Tarrafal, disse, antes de se referir àguerra colonial a partir do inÃÂcio da década de 1960.
Só é verdadeiramente livre quem os outros liberta. Não era possÃÂvel restaurar a democracia em Portugal sem libertar os povos colonizados, sustentou o lÃÂder do executivo português, depois de, juntamente com o seu homólogo de Cabo Verde, ter deixado uma coroa de flores numa placa alusiva às vÃÂtimas do Tarrafal.
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Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt