China liberta ativista sueco dos direitos humanos
As autoridades chinesas libertaram um ativista sueco dos direitos humanos, Peter Dahlin, detido por Pequim no início de janeiro por ter alegadamente "colocado em perigo a segurança nacional chinesa", anunciou hoje o governo sueco.

2016-01-25 20:28:38 - (102 visualizações)
Saúdo o facto de que Peter Dahlin pode agora reunir-se com a sua famÃÂlia na Suécia. Este é o resultado de um contacto estreito entre o Ministério dos Negócios Estrangeiros sueco e os representantes chineses, afirmou, citada num comunicado, a chefe da diplomacia sueca, Margot Wallstrom.
Peter Dahlin foi detido a 04 de janeiro quando estava a embarcar para a Tailândia no aeroporto de Pequim. As autoridades chinesas acusaram o ativista de participar em atividades na China que ameaçavam a segurança do Estado.
O ativista sueco trabalhava para a organização não-governamental Chinese Urgent Action Working Group, que apoia em território chinês os defensores dos direitos humanos, nomeadamente em casos de agressões fÃÂsicas.
A detenção de Peter Dahlin ocorre numa altura em que as denúncias de repressão têm vindo a aumentar naquele paÃÂs.
Na semana passada, a televisão pública chinesa CCTV chegou a divulgar declarações do ativista sueco, que reconheceu, na altura, que tinha violado a lei chinesa com o desenvolvimento de certas atividades.
Feri os sentimentos do povo chinês. Sinceramente peço desculpa por isso, disse então Peter Dahlin.
A ministra dos Negócios Estrangeiros sueca declarou ainda estar extremamente preocupada com outro cidadão detentor de passaporte sueco, Gui Minhai, um livreiro de Hong Kong que também surgiu em janeiro na televisão chinesa, depois de estar desaparecido vários meses.
Gui Minhai deixou de ser localizado em outubro, quando estava na sua casa em Pattaya, na Tailândia. Numa emocionada declaração, o livreiro explicou que tinha regressado àChina para assumir a responsabilidade 11 anos depois de ter matado uma estudante num acidente rodoviário.
A ministra sueca afirmou que os esforços para esclarecer a situação e para contactar o cidadão sueco vão prosseguir.
Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt