Ministro da Imigração rejeita exclusão temporária do espaço Schengen
O ministro grego para a Política da Imigração, Ioannis Mouzalas, manifestou hoje a sua indignação perante a proposta da Bélgica de que a Grécia receba até 400 mil refugiados e abandone temporariamente o espaço Schengen.

2016-01-26 17:07:41 - (107 visualizações)
O ministro belga trouxe a incrÃÂvel proposta de que se acolham 300 mil a 400 mil refugiados em Atenas, disse hoje o responsável grego e insistindo que o ministro belga foi o único que defendeu esta posição na reunião de segunda-feira dos ministros do Interior da União Europeia (UE) em Amsterdão.
Um grupo de Estados-membros liderado pela Alemanha, Bélgica, Suécia e Dinamarca sugeriram o prolongamento, de seis meses para dois anos, dos controlos fronteiriços no interior do espaço de livre circulação de pessoas para enfrentar a crise migratória.
Ainda hoje, a Comissão europeia admitiu estar preparada para todas as eventualidades, após o pedido do prolongamento para dois anos dos controlos das fonteiras internas.
O que a Comissão fez e já se comprometeu a fazer, é estar preparada para todas as eventualidades, indicou uma porta-voz do executivo europeu, que examina todas as opções disponÃÂveis na legislação sobre fronteiras.
A zona Schengen integra 26 paÃÂses e constitui uma das chaves da integração europeia, ao permitir a livre circulação entre os cidadãos destes paÃÂses.
O tratado de Schengen está em perigo. A Europa está em perigo, a Europa tem medo e isso preocupa-me, assinalou Mouzalas.
Em paralelo, o ministro grego anunciou que os centros de registo de refugiados, que Atenas se comprometeu a estabelecer nas ilhas do leste do mar Egeu, vão estar prontos em finais de fevereiro e operacionais em março.
Dos cinco centros de registo previstos para Khios, Kos, Leros, Samos e Lesbos, apenas este último está a funcionar, com capacidade para registar diariamente 4.000 pessoas.
Numa referência a um artigo do Financial Times, que propunha àGrécia acolher mais refugiados em troca de uma redução da sua dÃÂvida, Mouzalas manifestou indignação pela ideia de que o seu paÃÂs se converta numa prisão e lugar de exÃÂlio da Europa em troca de uma fiança.
Segundo um relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) a Grécia despendeu, em 2015, 300 milhões de euros com a crise dos refugiados, cerca de 0,17 por cento do seu Produto Interno Bruto.
Dados da Organização Internacional para as Migrações referem que desde o inÃÂcio de 2016 chegaram por mar àGrécia 45.361 migrantes e refugiados, 31 vezes mais que em todo o mês de janeiro de 2015, e 177 pessoas morreram em naufrágios.
Cerca de 90% das novas chegadas provêm da SÃÂria, Iraque e Afeganistão, os únicos paÃÂses a cujos cidadãos é permitido, na qualidade de refugiados, atravessar a Grécia em direção àAntiga República Jugoslava da Macedónia (FYROM, nome oficial), e daàpara o resto da Europa.
Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt