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Banif: BdP não autorizou devolução da última tranche da dívida subscrita pelo Estado

O governador do Banco de Portugal (BdP), Carlos Costa, revelou hoje no parlamento que a instituição não autorizou a devolução da última tranche dos instrumentos híbridos de capitais ("CoCo") subscritos pelo Estado no valor de 125 milhões de euros.



2016-01-29 19:21:12 - (37 visualizações)

O BdP não autorizou a devolução da última tranche dos Coco. A instituição tem de pedir autorização ao BdP para que o reembolso dos Coco seja feito, disse Carlos Costa, que está a ser ouvido na Comissão de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa no âmbito do processo de resolução do Banif.

Carlos Costa justificou que esta opção de reembolso dos CoCo iria debilitar o capital do banco.

Em 2013, o Estado português subscreveu 400 milhões de euros de obrigações convertíveis em capital (CoCo) do Banif, tendo o banco devolvido 275 milhões de euros.

Paralelamente, o Tesouro investiu nessa data 700 milhões diretamente em ações especiais do banco, que lhe deram uma posição acionista de 99% no Banif.

O PS confrontou Carlos Costa com o facto de ter afirmado há três anos no parlamento que o Investimento do Estado no Banif ia dar retorno e que não havia motivo para preocupação.

Em resposta ao deputado socialista João Paulo Correia, o governador do BdP afirmou que o Banif não foi o único banco a apresentar um plano de reestruturação.

Carlos Costa referiu ainda, a propósito, que os planos de recapitalização implicam o pagamento de taxas de juros e constituem uma vantagem para o prestamista.

No caso da Caixa Geral de Depósitos (CGD), do BCP e do BPI, seguramente, que foi um negócio interessante para o prestamista, sublinhou o governador.

A 20 de dezembro o Governo e o Banco de Portugal anunciaram a resolução do Banif, com a venda de parte da atividade bancária ao Santander Totta, por 150 milhões de euros, e a transferência de outros ativos - incluindo tóxicos - para a nova sociedade veículo.

A resolução foi acompanhada de um apoio público de 2.255 milhões de euros, sendo que 1.766 milhões de euros saem diretamente do Estado e 489 milhões do Fundo de Resolução bancário, que consolida nas contas públicas.

No total, e tendo em conta os valores até agora conhecidos e retirando o valor pago pelo Santander Totta, o resgate ao Banif pode custar ao Estado - e, logo, aos contribuintes - até 3.700 milhões de euros.

Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt

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