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Transmissão do Zika por via sexual "ainda não é motivo de preocupação"

A subdiretora-geral da Saúde, Graça Freitas, considerou hoje não haver "motivos para preocupações adicionais" na sequência da confirmação pelos EUA de casos de transmissão do vírus Zika por via sexual.



2016-02-03 09:56:33 - (51 visualizações)

Neste momento, não há nenhum motivo especial de preocupação. Já aconteceu com outros vírus da mesma família, como o dengue. Não há, para já, nenhum tipo de preocupação adicional. Há motivo sim para continuar a investigar, disse à agência Lusa Graça Freitas.

Os Estados Unidos confirmaram na terça-feira que o vírus Zika se transmite sexualmente, aumentando o temor de uma propagação rápida da doença, suspeita de causar malformações no cérebro de fetos.

O vírus já tinha sido identificado nos EUA. Agora, as autoridades confirmaram que foi detetado o vírus no sémen de dois homens, mas isso comparado com os milhares de pessoas que são infetadas pela via do mosquito é muito diferente. O risco de transmissão é reduzido. Obviamente, se continuarem a detetar-se mais casos tem de fazer mais investigação e mais estudos, salientou.

No que diz respeito a uma possível vacina, Graça Freitas disse que existem várias hipóteses: no Canadá e num consórcio entre Brasil e EUA.

Isto é um movimento normal quando há grande expressão da doença, mas o fabrico leva o seu tempo. A vacina tem de ser eficaz mas também tem de ser segura, disse.

O vírus Zika é transmitido aos seres humanos pela picada de mosquitos infetados e está associado a complicações neurológicas e malformações em fetos.

De acordo com a subdiretora geral da Saúde, este vírus é um problema grave para países que têm o mosquito e um clima tropical.

Nós, aqui, estamos mais descansados. Podemos ter casos importados. Alguns nunca serão detetados, porque as pessoas que são infetadas noutros países não apresentam sintomas e o vírus acaba por desaparecer, disse.

Contudo, Graça Freitas, referiu que a questão nas grávidas é diferente e, enquanto a ciência não tiver mais respostas, as viagens para os países que têm o mosquito são desaconselhadas.

Em Portugal, foram detetadas seis pessoas com o vírus. Quatro no ano passado e duas este ano. São casos importados, adiantou.

Quanto à ilha da Madeira, Graça Freitas disse que o mosquito está circunscrito a certas zonas, estando as autoridades regionais a analisar e a tentar controlar a situação.

Por causa da epidemia, os ministros da Saúde do Mercosul, mercado comum do continente sul-americano, o mais afetado pelo vírus, vão reunir-se quarta-feira para avaliar a situação epidemiológica em relação a doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti.

A Cruz Vermelha apelou para que sejam feitos donativos para a luta contra a epidemia, que pode ser potencialmente perigosa para mulheres grávidas.

Até agora, foram detetados casos de infeção com vírus Zika na América Latina, África e Ásia.

A única maneira de impedir o vírus Zika é controlar os mosquitos ou parar completamente o seu contacto com os seres humanos, acompanhando esta ação para reduzir a pobreza, referiu, em comunicado, a Cruz Vermelha.

Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt

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