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Anacom tem tido uma "sangria de quadros novos"

A presidente da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), Fátima Barros, afirmou hoje que a entidade tem tido "uma sangria de quadros novos" devido ao congelamento da progressão de carreiras.



2016-02-03 13:00:17 - (24 visualizações)

Fátima Barros falava na comissão parlamentar de Economia, Inovação e Obras Públicas, no âmbito da apresentação do plano plurianual de atividades e a programação de seu desenvolvimento.

Temos uma instituição com média de idade de 49 anos, com dificuldade de renovar o quadro, afirmou a presidente do regulador, adiantando que o congelamento da progressão de carreiras fez com que a Anacom perdesse as pessoas mais jovens que estavam a ser formadas.

Temos tido uma sangria nos quadrados mais novos, salientou Fátima Barros, que apontou esse facto como um constrangimento importante para o regulador.

O ativo mais importante [num regulador] é o capital humano, se não tivermos jovens preparados para substituir [os mais velhos], teremos um problema no futuro, disse, sublinhando que esta é também uma preocupação de outras entidades.

Relativamente à fusão de operadores de telecomunicações em Portugal, Fátima Barros disse que, de facto, houve um processo de consolidação e que em alguns casos, como o da união entre a Optimus e a Zon (que resultou na NOS), o processo resultou na fusão de produtos complementares (rede fixa + rede móvel).

Salientou o facto de Portugal ter quatro operadores de telecomunicações no mercado e três plataformas de rede.

Portugal é um case study [caso de estudo] neste setor, temos três infraestruturas que promovem a concorrência, o que não existe noutros mercados, apontou.

Fátima Barros reiterou a importância de continuar a haver investimento no setor e se mantenha a concorrência, já que não se pode ter um país dividido a duas velocidades de acesso à Internet.

Por outro lado, a qualidade das nossas redes são extraordinárias, comparativamente a outros mercados europeus, adiantou.

Sobre os contratos de telecomunicações, a Anacom está a trabalhar numa folha simplificada que permita ao consumidor saber qual o preço e também quanto terá de pagar caso haja interrupção do contrato.

A folha simplificada ainda não cá fora porque ainda se está a rever a questão da fidelização, disse.

Sobre a Televisão Digital Terrestre (TDT), a presidente do regulador salientou que a Anacom tem a responsabilidade de supervisionar a qualidade do serviço, mas o operador responsável pela rede é a Meo, da PT Portugal.

A nossa função é monitorizar, não temos competências naquilo a que se refere a conteúdos, adiantou.

Fátima Barros reiterou que no Mux A (bolsa de canais) da atual TDT existe espectro disponível para mais canais.

Por sua vez, o vice-presidente da Anacom, José Perdigoto, garantiu aos deputados que em Portugal há 100% de cobertura da TDT.

A questão é que temos dois meios de cobertura - terrestre e via satélite. Temos 100% de cobertura, afirmou, adiantando que o programa de comparticipação para o caso de satélite está em vigor até 2023.

 

Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt

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