Eleições: Criação de emprego será central na governação do PAICV
Depois de 15 anos no poder, o Partido Africano da Independência de Cabo Verde (PAICV) pede novamente a confiança dos cabo-verdianos para, depois de ter infraestruturado o país, poder centrar agora a agenda económica na criação de emprego.

2016-02-06 16:49:37 - (68 visualizações)
Em entrevista à agência Lusa, Janira Hopffer Almada, que a 20 de março disputa pela primeira vez eleições legislativas como lÃder do PAICV e se candidata a primeira-ministra, assume como prioritária a implementação de uma agenda económica que crie emprego.
A espinha dorsal da plataforma eleitoral para os próximos cinco anos será uma nova agenda económica que tenha como eixo central o emprego na perspetiva de podermos garantir um crescimento económico inclusivo em Cabo Verde, diz Janira Hopffer Almada.
A taxa de desemprego em Cabo Verde situa-se nos 15,8 por cento, uma realidade bem conhecida de Janira Hopffer Almada, que até dezembro de 2015 foi ministra da Juventude, Emprego e Recursos Humanos.
Cabo Verde é um paÃs ainda muito vulnerável, depende grandemente da ajuda externa e como tal não poderia ficar imune à pior crise económica e financeira internacional dos últimos 75 anos. Esta crise teve os seus impactos, nomeadamente no crescimento económico e na geração de emprego, diz.
A candidata do PAICV terá ainda que lidar, no processo de implementação da agenda económica, com a dÃvida pública, que representa cerca de 115 por cento do Produto Interno do PaÃs(PIB).
Endividámos o paÃs para garantir a infraestruturação económica. Não seria possÃvel termos o paÃs infraestruturado e garantir as condições para a transformação de Cabo Verde numa plataforma internacional de prestação de serviços se não tivéssemos recorrido a créditos concessionais, assegura.
Para o futuro, diz Hopffer Almada, a aposta é conseguir fazer a transição da ajuda pública ao desenvolvimento para o investimento direto estrangeiro e para os negócios.
O endividamento foi para preparar o paÃs para que possa andar pelas próprias pernas. Temos a rede viária essencial edificada, temos as barragens fundamentais construÃdas, temos mais de 95 por cento do paÃs eletrificado, temos cerca de 50 liceus e 14 centros de emprego e formação profissional, além das universidades. Agora temos é que rentabilizar as infraestruturas construÃdas para que elas possam produzir os resultados e os impactos que preconizámos, afirma.
A dÃvida será reduzida naturalmente com a rentabilização das infraestruturas, acredita a lÃder do PAICV, apontando o impacto que os aeroportos internacionais terão no aumento de turistas, os portos nas exportações e as barragens na produção agrÃcola.
Esta dÃvida sente-se, vê-se. Os cabo-verdianos veem o que fizemos com estes empréstimos, sentem, sabem onde está este dinheiro, considera.
Janira Hopffer Almada sustenta que não é possÃvel pretender que um Governo possa em 15 anos resolver todos os problemas de um paÃs como Cabo Verde, que tem vulnerabilidades estruturais, mas contesta a ideia de que o paÃs esteja demasiado dependente das boas avaliações externas e de que estas não têm tradução efetiva no quotidiano das populações.
Os ganhos, as conquistas, as evoluções são sentidas pelas populações. Basta analisar as condições de vida dos cabo-verdianos há 15 anos e hoje e dá como exemplos o acesso à água, luz, escolas, formação profissional, ensino superior, ou o aumento no turismo e na produção agrÃcola.
É isso o desenvolvimento.[...] É isso que os cabo-verdianos sentem. Os Ãndices apenas confirmam os dados do terreno, a realidade nacional, garante.
Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt