Proposta do PS é de "toma lá 1.400 milhões, dá cá 290 milhões de euros"
O PS contrariou hoje a "campanha de intoxicação pública" de PSD e CDS-PP sobre a proposta de Orçamento do Estado para 2016, ironizando que se trata de ""toma lá" 1.400 milhões de euros e "dá cá" apenas 290 milhões".

2016-02-07 19:28:14 - (94 visualizações)
Temos assistido, nos últimos dias, por parte de PSD e CDS, a uma campanha de intoxicação da opinião pública e de tentativa de transformar o orçamento numa coisa que não é. Têm dito que penaliza fortemente as famÃlias. Ainda hoje, o PSD disse que é o orçamento do toma lá dá cá. É de facto, toma lá 1.400 milhões de euros e dá cá apenas 290 milhões, afirmou o porta-voz socialista João Galamba.
O vice-presidente do grupo parlamentar do PSD, Hugo Soares, afirmara que a proposta socialista ficará para a história como o orçamento do toma lá dá cá, onde está presente um gigantesco aumento de impostos, enquanto o presidente do CDS-PP e ex-vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, acusou o executivo do PS de ter lançado mão de todos os impostos indiretos e taxas possÃveis para fechar a conta do Orçamento do Estado para 2016, apenas para satisfazer uma opção ideológica.
Segundo o deputado do PS, os contribuintes vão beneficiar de 430 milhões de euros da sobretaxa [do IRS], de 450 milhões de [reposição de] salários da função pública, de 230 do aumento do salário mÃnimo e de 200 de reposição dos mÃnimos sociais e atualização das pensões, contabilidade que não inclui a redução das taxas moderadoras e a descida do IVA da restauração, que são cerca de 175 milhões de euros.
Este cenário permite um aumento de rendimento das famÃlias, com a contrapartida do aumento de impostos sobre combustÃveis e tabaco, os quais, mesmo se somados com o aumento do imposto automóvel e o Imposto Único de Circulação, ficarão abaixo dos 400 milhões, acrscentou.
A única coisa que não taxámos neste orçamento foi o descaramento de PSD e CDS, condenou Galamba, lamentando que a oposição chame de colossal aumento de impostos algo que é um pequeno grão de areia quando comparado com os impostos aumentados nos últimos anos - três mil milhões de euros em IRS e dois mil milhões de euros em IVA, num contexto em que não houve reposição de rendimentos.
Neste momento, ainda não iniciámos o processo [de discussão] em especialidade, que irá ocorrer com toda a naturalidade, mas não vejo razão para PCP, BE, e Verdes e PAN já agora, não votarem a favor deste orçamento, que cumpre os acordos feitos à esquerda e significa um virar de página, no que ao rendimento disponÃvel das famÃlias diz respeito, sobretudo famÃlias de menores rendimentos, confiou.
Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt