Associação já ajudou mais de mil animais e levou í adoção de 670
A Plataforma Proanimal, em Vila Real, ajudou em cinco anos cerca de 1.100 cães e gatos, dos quais 670 foram adotados, um trabalho voluntário, diário e só possível com o apoio de famílias de acolhimento e donativos.

2016-02-11 12:21:29 - (203 visualizações)
À Plataforma, criada em 2011, chegam praticamente todos os dias denúncias de animais maltratados, feridos ou abandonados e há casos que, pela violência dos maus tratos, se tornam mediáticos e servem de alerta.
Foi o caso de Jim, um cão já adulto que foi encontrado pelos voluntários da associação no inÃcio de janeiro na zona de Mateus, em Vila Real, baleado entre os olhos.
Jim sobreviveu, apesar de ter ficado cego, já brinca e interage com os médicos do Hospital Veterinário de Trás-os-Montes e está pronto a ter alta.
O responsável pela organização, António Brandão, afirmou hoje à agência Lusa que se procura agora uma adoção responsável para este animal.
No verão, foi o Sam que provocou uma onda de solidariedade e de indignação. O cão foi abandonado num contentor do lixo, dentro de um saco, e apresentava ferimentos graves. Sam foi adotado pela veterinária que o tratou no Hospital Veterinário.
Em praticamente cinco anos de atividade (entre abril de 2011 e fevereiro de 2016), a Proanimal identificou à volta de 1.100 animais, dos quais cerca de 670 foram adotados. Neste momento estão 100 para adotar.
São tantos casos e, como é impossÃvel ajudá-los a todos, a nossa polÃtica acaba por ser tentar ajudar os que estão mais necessitados, os feridos ou doentes. Ou seja, um caso como o do Jim é recolhido de imediato, frisou António Brandão.
Algumas situações são apenas referenciadas e depois os voluntários vão fazendo um acompanhamento em que, por exemplo, vão dando alimentação aos animais que ficam na rua ou procedem à esterilização das fêmeas.
O responsável frisou que todo o trabalho da organização é voluntário e que só é possÃvel com a ajuda das famÃlias de acolhimento, pessoas que se disponibilizam para acolher temporariamente os animais, e os donativos.
António Brandão disse que, quem quiser ajudar, pode fazer donativos diretamente nos hospitais veterinários, com que a organização tem protocolos, e assim abater a dÃvida do tratamento dos animais.
Os donativos monetários são a única forma que nós temos de podermos recolher o próximo Jim ou Sam e não atingirmos uma dÃvida insustentável aos hospitais, salientou.
O Hospital Veterinário foi a primeira entidade a apoiar a Plataforma em 2011, mas a associação trabalha agora também com o Hospital Veterinário da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e com mais duas clÃnicas da cidade.
Em vigor está já a lei que criminaliza os maus-tratos contra animais e que prevê que quem, sem motivo legÃtimo, infligir dor, sofrimento ou quaisquer outros maus tratos fÃsicos a um animal de companhia é punido com pena de prisão.
Segundo dados do comandando da GNR de Vila Real, em 2015 foram feitas 95 denúncias por maus tratos a animais de companhia no distrito, foram ainda formalizadas 14 queixas-crime e registadas 80 contraordenações.
António Brandão disse que, nestes cinco anos, tem notado que a sociedade está cada vez mais sensibilizada para a defesa dos animais e que acredita que a mudança da legislação veio ajudar e passou a ser um argumento no dia-a-dia.
Não vão deixar de existir animais na rua, mas o final não é uma tragédia. Cada caso é um caso e todos nós devemos ajudar para que acabe bem, ou seja, que tenha um final feliz, sublinhou.
Em 2015, a Proanimal acompanhou 363 animais, dos quais 171 foram adotados. Já este ano foram contabilizados 50 ingressos e 20 adoções.
Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt