Atravessar meio mundo de bicicleta por amor
CNN recorda-nos a conhecer a incrível história deste casal.

2016-02-11 13:42:37 - (83 visualizações)
Ela era sueca, tinha 19 anos e era filha de uma famÃlia abastada. Foi de visita à Ãndia como turista à procura de um pintor de rua em particular. Queria que ele desenhasse o seu retrato. O pintor era pobre, habituado a dormir nas ruas para poupar enquanto estudava, nascido numa das castas mais desfavorecidas da Ãndia.
Estávamos em 1975 e, no entanto, este casal desafiou o impossÃvel. Com o Dia dos Namorados à porta, a CNN conta-nos uma história que ficou conhecida em dezembro, após ter sido partilhada no Facebook. O casal falou agora com a cadeia norte-americana e recorda, na primeira pessoa, a travessia de PK Mahanandia, que vendeu tudo para ficar com 80 dólares no bolso e se lançou de bicicleta à aventura. Na bagagem levava uma promessa de reencontro. Deli ficava para trás.
Quatro meses, oito paÃses e 3.600 quilómetros depois, chegou à Suécia onde reencontrou Charlotte Von Schedvin.
Passaram-se mais de 40 anos e este casal continua junto. Desafiaram diferenças culturais, preconceitos sociais e uma distância aparentemente impossÃvel para ser vencida por uma bicicleta. Nas últimas quatro décadas foram pais de Sid e Emelie, um rapaz e uma rapariga,
“Não pensei, apenas segui o meu coração. Não havia lógicaâ€, recorda Charlotte à CNN. Ao seu lado, Mahanandia explica o que aquele amor lhe ensinou sobre si próprio. “Quando estava mais alto, sentia-me mais alto do que o céu. Já não era um proscrito. Isto mudou a minha atitude perante mim mesmoâ€, explica.
Na altura, em 1975, era possÃvel fazer uma ‘rota hippie’, que seguia por paÃses como o Afeganistão, o Paquistão , Irão e Turquia, passando depois pela entretanto extinta Jugoslávia. A necessidade de documentação era menor, os riscos, possivelmente, também. Mahanandia partiu com 80 dólares e chegou à Suécia com 10 vezes mais dinheiro, continuando a pintar pelo caminho.
Hoje em dia é uma figura estimada na sua terra natal. Em 2005 chegou a ter o seu nome proposto para o comité do Nobel da Paz. Há dois anos foi homenageado por uma universidade indiana.
O casal conseguiu fazer as suas carreiras mantendo ligações à arte. Ela dá aulas de música. Ele continua a pintar. Pelo meio, mesmo vivendo na Suécia, têm mantido a ligação com a Ãndia, garantindo bolsas de estudo a jovens desfavorecidos.
Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt