Brasil e Angola estão em "situação difícil" por falta de preparação
O antigo presidente da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), de Portugal, considera que o Brasil e Angola esbanjaram a oportunidade de se preparar para a crise petrolífera e agora estão a sofrer duplamente.

2016-02-11 15:21:18 - (55 visualizações)
Quando o petróleo estava nos 130 dólares (115 euros) por barril, não havia incentivos para melhorar a eficiência técnica, e não implementaram as medidas necessárias para melhorar, e estão hoje numa situação difÃcil porque os preços e a procura baixaram e a concorrência aumentou nos mercados mundiais, disse Jorge Vasconcelos, em entrevista à Lusa.
Em entrevista à Lusa, o antigo regulador do mercado energético português acrescentou que como essas empresas não são competitivas em termos de custos de produção, sofrem duplamente com a queda dos preços nos mercados internacionais, que passou de 110 dólares (92 euros) no verão de 2014 para cerca de 30 atualmente, uma quebra que ronda os 75%.
No Brasil e em Angola, que são os grandes produtores lusófonos de petróleo, é bom que haja uma preocupação permanente com as questões de eficiência, não so no consumo, mas também na extração e transformação, ao nÃvel das empresas, na produção de energia, diz Jorge Vasconcelos, recomendando que seria bom que as empresas e os Estados donos dessas empresas pensassem bem no que deviam fazer para garantir que essas empresas são competitivas sempre, não apenas nos perÃodos de facilidades.
É nesses perÃodos, concluiu, que é preciso prepararmo-nos para os perÃodos de crise.
Para Vasconcelos, assiste-se a um paradoxo no momento atual, em que quer Angola, quer o Brasil estão entre os maiores produtores mundiais de petróleo, mas não conseguem capitalizar essa posição para melhorar a vida das suas populações de forma mais assertiva.
Esses paÃses ricos em energias fósseis não proporcionam à s suas populações uma adequada cobertura com energias modernas, eletricidade em particular, há taxas de cobertura de 20 a 30%, e provavelmente podia-se ter aproveitado melhor a receita dessas exportações para financiar projetos de eletrificação, disse o antigo regulador, que é agora consultor nesta área.
Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt