Trabalhadores Parvalorem "preocupados" com venda do Efisa
A Comissão de Trabalhadores da Parvalorem manifestou hoje a sua preocupação com as notícias do lançamento de um novo concurso de venda do Banco Efisa por parte da Parparticipadas, pretendendo que seja assegurada a manutenção dos postos de trabalho.

2015-06-01 13:45:05 - (138 visualizações)
Segundo informação publicada na comunicação social, a Parparticipadas lançou novo concurso de venda do Banco Efisa, lê-se num comunicado emitido pela entidade que representa os trabalhadores da Parvalorem, que acrescenta que esta é uma situação que muito preocupa a Comissão de Trabalhadores [CT] da Parvalorem, uma vez que as alienações das empresas do ex-grupo BPN têm sido realizadas sem garantia de manutenção dos postos de trabalho, o que resultou no despedimento de muitos trabalhadores.
Para ilustrar, a CT apontou para a recente alienação da BPN Crédito que resultou, menos de um mês após a venda, no despedimento de 87 trabalhadores.
A entidade explicou que no caso específico da venda do Efisa, a preocupação da Comissão de Trabalhadores está sobretudo no facto de existirem muito trabalhadores da empresa que se encontram afectos à prestação de serviços a este banco, destacando que seria importante e justo que o comprador do Banco Efisa absorvesse estes trabalhadores que, na prática, encontram-se a garantir toda a operação do banco.
E reforçou: No entanto, tememos que assim não seja, uma vez que, na alienação anteriormente intentada o Estado não impôs qualquer obrigatoriedade contratual aos eventuais compradores do banco relativa aos trabalhadores da Parvalorem e a administração da empresa já anunciou despedir 70 trabalhadores após a venda.
A CT sublinhou que estes receios são amplificados pelo recente despedimento coletivo verificado na Parvalorem, justificado por uma diminuição do volume trabalho, sendo que a saída do banco do perímetro da Participadas pode significar uma nova diminuição do volume de trabalho e consequentemente provocar um novo despedimento coletivo.
Ainda segundo aquela estrutura, os trabalhadores que foram varridos do BPN para a Parvalorem, não assinaram nenhum contrato com esta empresa, mas o Governo atalhou esses pormenores e insiste na ilegalidade, despedindo vários e preparando-se para despedir mais.
E vincou que os trabalhadores apenas assinaram contrato com o BPN, que agora se denomina Banco BIC e continuam a considerar que este é o seu legítimo vínculo laboral, frisando que o Provedor de Justiça concordando com esta posição recomendou ao Governo que corrigisse o erro e a ilegalidade, mas este ignorou a recomendação e continua a forçar despedimentos.
Logo, face a este histórico, a Comissão de Trabalhadores considera que existe um risco gravíssimo para muitos mais trabalhadores da empresa, concluiu.
Quando o BPN foi nacionalizado, em novembro de 2008, o Estado ficou com outros ativos do grupo (sobretudo problemáticos) que foram integrados em três empresas públicas, as chamadas sociedades-veículo.
A Parvalorem gere o crédito malparado, a Parups gere património imobiliário e Parparticipadas ficou responsável pela gestão de várias participações sociais que o grupo BPN tinha, sendo responsável pela sua alienação ou eventual liquidação.
Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt