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Câmara de Lisboa discute ampliação e criação de hotéis de luxo

A Câmara de Lisboa, de maioria socialista, discute na quarta-feira a ampliação de um hotel junto í  Praça Luís de Camões e a criação de um outro estabelecimento hoteleiro na Rua António Maria Cardoso, ambos no Chiado.



2015-06-15 12:45:06 - (210 visualizações)

Na reunião vai também ser discutida a criação de um hotel de luxo nos números 09 a 13 da Rua António Maria Cardoso.

 

Segundo o representante, esta loja faz parte do itinerário de Lisboa e é um dos pontos turísticos mais visitados.

Esta unidade hoteleira deverá ser dedicada ao artista Bordalo Pinheiro, pelo que faz todo o sentido que a loja se mantenha, defendeu.

O diretor comercial da empresa, Francisco Tomás, explicou à Lusa que receberam, há cerca de dois meses, uma ordem de despejo por parte do senhorio (a Vista Alegre), a concretizar até ao fim do ano, para ali se construir um hotel.

A par destes dois estabelecimentos hoteleiros, está em cima da mesa (mas não vai ser discutido na quarta-feira) um outro na Rua do Alecrim que levará ao encerramento da centenária loja da Fábrica Sant´Anna, criada em 1916.

Na cave edifício haverá um espaço de lazer, com ginásio e piscina.

A superfície de pavimento vai ter um aumento, passando de 1.728,75 metros quadrados para 2.063,35 metros quadrados. O pedido de licenciamento foi feito à Câmara pela CHIHOUSE, Sociedade Imobiliária, S.A, em setembro de 2013.

Com capacidade para 26 camas (distribuídas por um quarto duplo e 12 suites), a unidade hoteleira vai estar alojada num edifício de elevado valor patrimonial pelas suas características arquitetónicas pombalinas e pelo facto de o seu alçado tardoz integrar um troço da Muralha Fernandina, sendo constituído por cinco pisos acima do solo, indica a proposta assinada pelo vereador Manuel Salgado.

A proposta de ampliação assinada pelo vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, a que a Lusa teve hoje acesso, refere-se ao edifício do Bairro Alto Hotel, que passará de 55 quartos para 87 (englobando quatro quartos individuais, 10 suites e 73 quartos duplos).

Vamos fazer as adaptações necessárias para ali ter uma camarata com condições mínimas para o pessoal, apontou Paulo Vitorino, adiantando que as viaturas dos bombeiros se vão manter na rua.

Durante as obras, este posto vai estar num imóvel municipal na Rua das Flores onde está alojado o pátio destes bombeiros.

O mesmo referiu o vice-presidente da Real Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Lisboa, Paulo Vitorino.

As obras, com um prazo de dois anos, implicam a demolição do interior dos edifícios e a contenção da fachada. Porém, a responsável assegurou que está acordado que poderão voltar.

A administradora do Bairro Alto Hotel, Marina Tavares da Silva, esclareceu à Lusa que este e os dois outros espaços comerciais a funcionar junto ao hotel (e que são arrendados) vão ter de fechar durante as obras por razões de segurança.

Prevê-se que o alargamento abranja imóveis situados na Praça Luís de Camões, Rua do Alecrim, Largo Barão de Quintela e Rua das Flores. Nesta zona de intervenção, mais precisamente nos números 07 a 09 do Largo Barão de Quintela, está o quartel dos Bombeiros Voluntários de Lisboa.

Em causa está um pedido feito em fevereiro do ano passado pelo Hotel Bairro Alto -- Sociedade de Gestão Hoteleira, S.A., que quer também ali criar uma zona de venda de jornais, salas de congressos, sala polivalente, restaurante, bares, centro de negócios, spa e ginásio.

Prevê-se um acréscimo da superfície de pavimento destinada ao uso de turismo, que passará de 3.712,55 metros quadrados para 8.325,30 metros quadrados.

Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt

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