Nova greve do Metro de Lisboa revolta utentes
O Metropolitano de Lisboa encerra hoje í s 23:20 devido a uma greve de 24 horas contra a subconcessão da empresa, mas a paralisação não conta com a solidariedade dos utentes da transportadora.

2015-06-17 12:30:13 - (112 visualizações)
As pessoas estão, na esmagadora maioria, contra estas greves, afirmou hoje à Lusa o representante do Movimento dos Utentes do Metro de Lisboa, Aristides Teixeira.
Embora considere que não está em causa o direito à greve, Aristides Teixeira salientou que uma greve nos transportes públicos só prejudica os passageiros e beneficia o patronato, e isso é uma perversão do que é uma greve.
Diante deste quadro, jamais se pode pedir a solidariedade dos utentes. A solidariedade dos utentes até se tem manifestado na grande pachorra que têm tido relativamente a este processo, considerou, realçando que nos dias de greve há utentes que ficam com o seu direito ao trabalho prejudicado e há até quem já peça os dias de férias a contar com as greves no Metro.
As estações do Metropolitano de Lisboa encerram hoje às 23:20 devido a uma greve de 24 horas agendada para quinta-feira, a sétima realizada este ano, contra a subconcessão da empresa e contra a prevista dispensa de trabalhadores.
Anabela Carvalheira, da Federação dos Sindicatos dos Transportes (Fectrans), destacou que os trabalhadores vão concentrar-se a partir da meia-noite junto às instalações do Metropolitano na Avenida Sidónio Pais, em Lisboa.
Da mesma forma que o Governo não desiste de entregar estas empresas à iniciativa privada, os trabalhadores também continuam a sua luta de resistência contra esta intenção de privatizar, que é muito má para os trabalhadores e também para os utentes, disse, apelando aos utilizadores para se juntarem à luta contra esta intenção de privatizar, tendo em conta que todas as empresas do setor que já foram privatizadas representaram mais encargos para o Estado.
Não contem connosco, reforçou Aristides Teixeira, acrescentando que os utilizadores do Metro de Lisboa apenas estarão ao lado dos trabalhadores quando estes acrescentarem ao seu caderno reivindicativo a defesa dos direitos dos utentes.
Entre as exigências que poderiam levar os utentes a estarem solidários com a greve dos trabalhadores, Aristides Teixeira realçou um menor preço de bilheteira, uma manutenção capaz do material circulante e também das estações do Metro, nomeadamente dos elevadores, dos tapetes e das escadas nas estações.
Fonte do Metropolitano de Lisboa informou na terça-feira que a Carris reforçará algumas das carreiras de autocarros que coincidem com os eixos servidos pelo Metro, entre as 06:30 e as 21:00 de quinta-feira.
O Governo aprovou a 26 de fevereiro a subconcessão do Metro e da Carris e, na segunda-feira, revelou que cinco candidatos apresentaram propostas, das quais três são conjuntas às duas empresas.
Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt