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Maioria aprova alterações í  lei de cobertura eleitoral, oposição contra

A maioria PSD/CDS-PP aprovou hoje a sua iniciativa legislativa sobre cobertura mediática de eleições, restringindo a obrigação de presença em debates í s forças já representadas, facto que motivou protestos da oposição, além dos votos contra.



2015-06-19 08:00:12 - (135 visualizações)

Nas alterações introduzidas hoje em plenário ao artigo 7.º do projeto de lei 530/XII - debates entre candidaturas -, deixam de figurar critérios de representatividade como a relevância das propostas políticas apresentadas para a escolha das alternativas democráticas, ficando apenas o critério de ter obtido representação nas últimas eleições relativas ao órgão a que se candidata, além do livre arbítrio do órgão de comunicação social para outros convites.

As bancadas de PS, PCP, BE e PEV, em votação final global, votaram contra. O PS absteve-se em relação às outras duas propostas de substituição de PSD e CDS-PP, relacionadas com igualdade de oportunidades e de tratamento das diversas candidaturas e queixas (possibilidade de reclamações junto das entidades competentes).

As duas propostas de alteração do PCP, sobre o artigo 6.º (igualdade de oportunidades) e o artigo 4.º (princípios orientadores), foram chumbadas pela maioria, com a abstenção do PS.

Durante a discussão na Comissão Parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, o texto, que foi revisto várias vezes, perdeu o anterior regime sancionatório, com coimas de três a 30 mil euros para os media que violassem a igualdade de oportunidades e de tratamento das diversas candidaturas.

Agora, estipula-se que, no período eleitoral os órgãos de comunicação social gozam de liberdade editorial e de autonomia de programação nos termos gerais.

A revisão da lei sobre tratamento jornalístico das candidaturas, que é de fevereiro de 1975, começou a ser elaborada no início de 2014, após vários órgãos de comunicação social terem recusado fazer cobertura eleitoral devido à interpretação da legislação por parte da Comissão Nacional de Eleições (CNE), nas autárquicas de 2013, impondo tratamento igual e não discriminatório de todas as candidaturas.

Vários esforços foram desde então envidados por parte de PSD, PS e CDS-PP, com diversos avanços e recuos, mas todos sem sucesso, gerando-se mesmo bastante polémica a dado passo com a introdução do denominado visto prévio, ou seja, a entrega de um plano noticioso para o período eleitoral por parte da comunicação social -- que acabaria por cair na versão final.

Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt

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