Bloco quer limite aos leques salariais das empresas
A porta-voz do Bloco de Esquerda (BE), Catarina Martins, defendeu hoje em Coimbra a necessidade de se introduzirem limites nos leques salariais das empresas, de forma a combater as desigualdades sociais.

2015-06-21 14:15:05 - (78 visualizações)
A proposta que aparece no programa é para haver limites nos leques salariais das empresas, explanou Catarina Martins, sublinhando que a proposta não irá englobar apenas o salário, mas a remuneração global, contabilizando também prémios ou fundos de pensões.
O Bloco quer que a remuneração global mais alta não possa ter uma disparidade tão grande dos salários mais baixos, salientou a porta-voz do BE, que falava no encerramento da Conferência Nacional do partido, que decorreu hoje em Coimbra, e onde foi discutida e votada a versão final do manifesto eleitoral do partido para as eleições legislativos deste ano.
Alguém acha aceitável que uma pessoa ganhe num mês o que o trabalhador ganha num ano inteiro? Pois isso seria limitar o leque a 12 meses, apontou Catarina Martins, referindo um estudo que aponta para uma desigualdade salarial em Portugal, dentro das empresas, de 32 vezes entre o salário de topo e os salários baixos.
Em Espanha são 15 vezes, no Reino Unido 14 e na Alemanha dez. Gostam tanto da Alemanha, mas aparentemente nesta parte ninguém quis saber da Alemanha, constatou, acrescentando que há casos de diferenças salariais de 300 vezes entre o salário mais alto e o mais baixo em Portugal.
Apoiando-se nesses mesmo dados, Catarina Martins criticou o argumento de que os gestores milionários, se não tiverem altos salários, podem fugir e perdem-se os melhores quadros.
Para a bloquista, as altas remunerações não têm nada a ver com o mérito, frisando que, se há dinheiro para salários altos, então a empresa tem de ter condições para pagar aos seus trabalhadores como um todo.
Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt