Assembleia Municipal aprovou venda do Palacete Pinto Leite
O deputado da CDU Honório Novo afirmou segunda-feira í noite que a possível venda do Palacete Pinto Leite é "mais um ato de lesa património municipal" da Câmara do Porto e "é para servir interesses particulares".

2015-06-23 00:15:15 - (169 visualizações)
A venda daquele imóvel, onde até 2008 acolheu o Conservatório de Música da cidade, consta de uma proposta que a Câmara levou à Assembleia Municipal e que foi aprovada com 38 votos a favor e seis contra, estes da CDU e do Bloco de Esquerda (BE).
Honório Novo disse que o Palacete está em boas condições, considerou inaceitável justificar a decisão de o vender porque tal irá assegurar a sua preservação em bom estado de conservação para as gerações futuras.
O deputado afirmou ainda que o presidente do executivo camarário, Rui Moreira disse na última assembleia que a autarquia queria comprar património e não vendê-lo, perguntando o que levou a Câmara a dar uma cambalhota destas.
Rui Moreira respondeu-lhe que não houve mudança de opinião nenhuma. Explicou também que, no orçamento para este ano, a Câmara previu uma receita até 2,5 milhões de euros com o palacete porque estava prevista a sua venda para um fim não especificado.
Na proposta que foi à assembleia, a Câmara impõe que o edifício seja vendido em hasta público com um valor base de 1,5 milhões de euros, com a condição de ser utilizado só para fins culturais.
Rui Moreira acrescentou que o grande problema da Câmara do Porto é ter um conjunto de edifícios que estão ao abandono, como o Palacete Ramos Pinto, no Parque de S. Roque em Campanhã.
O Bloco de Esquerda pronunciou-se também contra a alienação do Palacete Pinto Leite e interrogou-se sobre se já haveria interessados conhecidos em o comprar, não tendo, contudo, obtido resposta.
O socialista Marco Leitão considerou que aquela proposta respeita a história e as caraterísticas deste edifício e concluiu que tem muito sentido.
Foi ainda aprovada nesta assembleia municipal, com 43 votos favoráveis e duas abstenções, a moção do PS intitulada Por uma Europa e por um Porto solidários com o sofrimento dos refugiados da Síria e da Eritreia.
A proposta inclui um apelo à cidade do Porto para que manifeste a sua vontade de acolher um número significativo de famílias de refugiados, honrando assim o caráter generoso e solidário de que os portuenses sempre deram mostras ao longo da história
Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt