KAMOV: MAI empenhado no "apuramento das responsabilidades"
A ministra da Administração Interna garantiu hoje que o ministério está empenhado "no apuramento total das responsabilidades" relacionados com os problemas dos helicópteros Kamov e na contratação de meios aéreos adicionais durante a época de fogos.

2015-06-24 10:15:11 - (64 visualizações)
O Ministério da Administração Interna (MAI) está empenhado em três objetivos: primeiro o apuramento total das responsabilidades através do inquérito que foi determinado à Inspeção-geral da Administração Interna (IGAI), disse Anabela Rodrigues, que hoje discute no parlamento o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) de 2014.
A ministra adiantou que o MAI está também empenhado, através da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), na recuperação das aeronaves que possam integrar o mais rapidamente possível o dispositivo de combate a incêndios florestais para este ano.
Anabela Rodrigues afirmou ainda que o MAI está empenhado na eventual contratação de meios adicionais considerados do ponto de vista operacional necessários para substituir os que tiverem em falta.
A ministra respondia ao deputado do PS Filipe Neto Brandão, que pediu esclarecimento sobre os Kamov, tendo em conta a confusão que neste momento esta criada.
Na semana passada, a ANPC informou que apenas um dos cinco helicópteros Kamov da frota do Estado está operacional e não garante a entrada de outras duas aeronaves no dispositivo de combate a incêndios deste ano.
Neste momento está apenas em condições de plena operacionalidade um dos cinco Kamov da frota do Estado, referiu a ANPC, adiantando que duas aeronaves vão ser reparadas num curto espaço de tempo e as outras duas requerem intervenções mais profundas, não sendo possível garantir a sua entrada no atual dispositivo.
Esta situação com os helicópteros deve-se, segundo a ANPC, com o processo de transferência, iniciado em março, dos Kamov para a empresa Everjets, que ganhou o concurso público de operação e manutenção dos aparelhos para os próximos quatro anos.
Durante este processo, a ANPC detetou não conformidades graves no estado das aeronaves, que ditaram a impossibilidade de os helicópteros estarem em plena condição de serem operados.
A Proteção Civil realça que todos os aparelhos inspecionados necessitaram ou necessitam de intervenções técnicas.
Após a ANPC ter tornado público os problemas com os KAMOV, a ministra da Administração Interna determinou, na passada sexta-feira, à IGAI a abertura de um inquérito.
Considerando a gravidade de tais factos, bem como das suas consequências em termos financeiros e de disponibilidade destes meios aéreos, a ministra da Administração Interna determinou, por proposta do secretário de Estado da Administração Interna, que a IGAI abrisse inquérito, referiu na altura o MAI.
O inquérito vai incidir sobre as circunstâncias descritas e apuradas durante o processo de consignação dos meios aéreos próprios pesados do Estado, tendo em vista o apuramento de responsabilidades a que haja lugar nesse âmbito.
Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt