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CGTP acusa "troika" de querer esmagar gregos

Os parceiros sociais manifestaram hoje a sua preocupação perante o impasse nas negociações entre a Grécia e os credores internacionais, com a CGTP a acusar a "troika" de querer "esmagar" o povo grego.



2015-06-24 11:30:09 - (134 visualizações)

Para a CGTP, o problema nem é económico, nem financeiro, mas sim um problema político. Ou seja, a Comissão Europeia e a troika não querem só impor um acordo, querem esmagar o povo grego relativamente aquilo que querem impor, disse Arménio Carlos.

O líder da Intersindical, que falava aos jornalistas no final de uma reunião preparatória do Conselho Europeu de 25 e 26 de junho e presidida pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, teceu fortes críticas ao Governo quanto à posição que este tem vindo a assumir nas negociações em Bruxelas.

Neste momento, o que se justificava não era o Governo português estar numa posição de insistência para que a troika - composta pelo Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional - não cedesse, ou não tivesse uma outra abertura para com o povo grego, mas pelo contrário, que o Governo português, depois de tudo o que se passou, fosse um dos primeiros a assumir que era necessário encontrar outras alternativas porque aquelas que nos foram impostas demonstraram que eram completamente erradas, injustas, e inaceitáveis, considerou o dirigente sindical.

A presidente da UGT, Lucinda Dâmaso, considerou, por seu turno, que este Conselho Europeu vai realizar-se num momento crítico para a Grécia e para toda a Europa, advogando que é imprescindível que a Grécia permaneça na União Europeia.

A posição da UGT é que a Grécia e a Europa devem encontrar uma solução que permita que a Grécia faça o seu caminho, continue no euro, e que o povo grego não seja sujeito a mais humilhações, afirmou.

Lucinda Dâmaso defendeu ainda que todas as medidas adotadas não podem ser medidas para mais desespero e mais pobreza, mas têm de ser sempre medidas que promovam o crescimento e o emprego.

A Grécia precisa hoje, mais do que nunca, que essas medidas sejam implementadas, insistiu a presidente da UGT.

Já o presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), João Vieira Lopes, manifestou-se preocupado com uma eventual saída da Grécia da zona euro e possíveis repercussões para Portugal.

Pensamos que deveria haver um esforço europeu nesse sentido [de um acordo] na medida em que, como disse o presidente do BCE, Mario Draghi, uma eventual saída da Grécia do euro é uma coisa nova e nós não esperamos que suceda nada de bom, declarou o responsável.

Salientando que a saída da Grécia é preocupante para toda a gente, Vieira Lopes acentuou que não vale a pena estar neste momento a pensar que alguém pode ficar salvaguardado. É uma grande incógnita e será muito prejudicial para o futuro da Europa se a Grécia abandonar a moeda única.

Hoje, ao final da tarde, realiza-se mais um Eurogrupo, um encontro que se prevê longo com os ministros das Finanças da zona euro a discutirem um eventual compromisso com base na apreciação mais aprofundada levada a cabo desde segunda-feira pelas instituições envolvidas nas negociações, Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional.

Segundo vários meios de comunicação social, os credores querem mais cortes nas pensões e mais aumentos do IVA (imposto sobre o consumo) e uma subida menor no imposto proposto pelo Governo helénico sobre as grandes empresas.

O acordo com Atenas em torno do programa de assistência financeira é necessário para levar ao desbloqueamento da última tranche do resgate, de 7,2 mil milhões de euros - essencial para as autoridades gregas conseguirem honrar atempadamente os seus compromissos.

Depois do Eurogrupo de hoje, o tema Grécia também será discutido ao nível de líderes na cimeira de chefes de Estado e de Governo agendada para quinta e sexta-feira, também na capital belga.

Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt

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