Concentração da Frente Comum é "pontapé de saída" para mobilização de trabalhadores
A Frente Comum dos Sindicatos da Função Pública promove hoje uma concentração junto í Assembleia da República que será "o pontapé de saída" para a mobilização dos trabalhadores em período pré-eleitoral.

2015-06-25 23:30:15 - (82 visualizações)
Não somos um partido político, mas sendo uma força social importante que são os sindicatos, e porque o nosso patrão é o Governo, queremos lembrar às pessoas aquilo que está presente, nomeadamente, com a redução de direitos que temos neste momento por via de uma política de direita, disse à agência Lusa a coordenadora da Frente Comum, Ana Avoila.
A estrutura sindical promove hoje, pelas 10:30, uma concentração de dirigentes e ativistas sindicais junto à Assembleia da República, em protesto contra as medidas de esbulho de direitos e as promessas de continuidade dessas medidas por parte de alguns partidos.
Classificando de objetivos justos os motivos que estão na origem desta mobilização, Ana Avoila referiu que as reivindicações dos intervenientes passam pelo aumento de salários, pela revogação das 35 horas semanais e pela publicação dos ACEEP [Acordo Coletivo de Entidade Empregadora Pública].
O protesto visa contestar ainda a requalificação e os despedimentos na administração pública, ou seja, um conjunto de problemas que se têm arrastado durante a legislatura e que tem levado à perda de direitos dos trabalhadores, nomeadamente, a nível de remuneração, porque o aumento do horário de trabalho contribui para a redução do valor hora do seu trabalho, disse a sindicalista.
No final do protesto, que conta com a participação do secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, uma delegação da Frente Comum pretende entregar à presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, e aos grupos parlamentares uma carta aberta dos trabalhadores e um manifesto sobre as funções sociais do Estado, aprovado a 25 de maio.
Queremos entregar à presidente da Assembleia da República e aos grupos parlamentares uma carta aberta dos trabalhadores que serve para dizer aquilo que nos têm feito durante estes últimos anos, quem fez e, em particular, o que os partidos do arco do poder pretendem fazer durante a campanha eleitoral e as reivindicações da Frente Comum, referiu Ana Avoila.
E reforçou: A entrega desta carta aberta é o pontapé de saída para irmos para os locais de trabalho dizer aos trabalhadores o que pensamos perante a realidade concreta que vivemos.
A presidente da estrutura sindical espera, assim, conseguir mobilizar os trabalhadores num período que antecede as eleições legislativas, que vão realizar-se em outubro.
Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt