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Exportações para países da Aliança do Pacífico podem render 500 milhões

O ministro da Economia, António Pires de Lima, disse hoje í  Lusa que Portugal pode atingir exportações para os quatro países da Aliança do Pacífico (AP) de 500 milhões de euros dentro de um a dois anos.



2015-07-01 13:30:05 - (70 visualizações)

O governante falava à Lusa a propósito da participação de Portugal, enquanto país observador, no fórum da AP - bloco regional criado formalmente em junho de 2012 pelo Chile, Colômbia, México e Peru -, que arrancou hoje no Peru e termina na sexta-feira.

Neste fórum teremos uma presença mais clara no dia de amanhã [quinta-feira], nomeadamente nas reuniões de conselhos de ministros com os Estados observadores e os organismos internacionais e também num jantar oferecido pelo Presidente da República do Peru, disse António Pires de Lima, que representa Portugal neste encontro.

Na quinta-feira, teremos reuniões bilaterais com vários países que cá estão, não só os quatro que formam a AP, mas mais outros quatro da América Central e da América do Sul, contabilizando oito reuniões, adiantou.

É uma oportunidade boa para estabelecer reuniões de trabalho e planos de ação com vários outros países que de outra forma precisariam de mais tempo para ser visitados, acrescentou.

Portugal propõe uma agenda de colaboração que é muito clara: o aproveitamento da nossa experiência nas tecnologias de informação, nomeadamente em termos educacionais, no sucesso na área da promoção e formação no turismo, na área dos portos, das infraestruturas e energias renováveis.

São estes os cinco temas que encabeçam a nossa lista de prioridades e a agenda que propusemos enquanto país observador, disse.

Portugal é país observador da AP desde maio de 2013.

Relativamente às expectativas, Pires de Lima disse que estas passam por Portugal evidenciar, por um lado, a prioridade do estatuto de observador nesta aliança, o reforço das relações políticas e, sobretudo, económico-empresariais do país.

Portugal pode exportar muito mais do que 384 milhões de euros para o espaço onde vivem 210 milhões de pessoas, acho que claramente a ambição passa por num prazo relativamente curto, um a dois anos, chegarmos aos 500 milhões de euros de exportação, salientou.

Outro dos objetivos é apoiar o esforço de grande investimento direto que muitas empresas portuguesas estão a fazer nestes países, ou seja, no México, Colômbia, Peru e Chile.

É fundamental que o Estado português esteja perto politicamente destes países para apoiar os investimentos que as empresas portuguesas estão a fazer, já que a solidez e a boa relação política antecedem fortes relações económico-comerciais, apontou.

Estes quatro países que neste momento formam a AP têm sido definidos como essenciais à nossa estratégia de relacionamento com a América Latina, concluiu o ministro.

Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt

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