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Grécia: Radicalismo está nas instituições e não no Syriza, diz deputada

A eurodeputada do Bloco de Esquerda (BE) Marisa Matias considerou hoje que o extremismo na atual situação grega está nas instituições europeias e não no governo de Atenas liderado pelo Syriza.



2015-07-02 16:00:06 - (57 visualizações)

Onde está o radicalismo e extremismo? Está no Banco Central Europeu (BCE), Fundo Monetário Internacional (FMI), Comissão Europeia, no Eurogrupo, e todos e todas que acham que na Europa não pode haver alternativa. Isso sim é radical, isso sim é extremista, vincou a eurodeputada.

Marisa Matias falava, em Lisboa, num debate centrado na crise europeia e na atual situação na Grécia, encontro tido poucos dias antes de um referendo no país sobre a aceitação, ou não, das propostas dos credores internacionais.

Para a bloquista, a Grécia é a prova de fogo do projeto europeu.

Aconteça o que acontecer, este momento é o momento da prova de fogo: ou a União Europeia (UE) tem condições para continuar como projeto democrático, ou não tem, advogou.

E acrescentou: Os problemas estruturais da Grécia são também de Portugal e, no final de contas, de todo o projeto europeu.

Se a UE não comporta um governo de esquerda, é sinal que este já não é um projeto democrático, é antes um projeto que deixa de interessar, acredita a dirigente do Bloco.

O governo do Syriza tem de ter condições para governar como qualquer outro governo. Em democracia os partidos vão a eleições e todos podem ganhar. Se não, não é uma democracia, declarou ainda, perante aplausos da plateia que lota o Fórum Lisboa.

Francisco Louçã (fundador do BE), Pacheco Pereira (antigo dirigente do PSD), Manuel Alegre (histórico do PS) e Hélia Correia (recente vencedora do Prémio Camões) são alguns dos outros oradores no encontro desta noite.

Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt

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O comissário europeu para o euro, Valdis Dombrovskis, disse hoje que uma saída da Grécia da zona euro não está excluída se o Governo de Tsipras não apresentar propostas concretas que permitam negociar um novo resgate.
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O Fundo Monetário Internacional (FMI) indicou hoje que não está a pedir, neste momento, um alívio da dívida da Grécia, mas considerou que quanto mais Atenas se afasta do programa fixado, mais essa eventualidade deve ser considerada.
06/02/2017 - 09:20:03 (163)

Para Luís Marques Mendes, a “Caixa Geral de Depósitos está preparada para enfrentar os desafios”.