Líder do PS diz que paralisação do Túnel do Marão tornou obra mais cara
O secretário-geral do PS afirmou hoje que a paragem da construção do Túnel do Marão, em 2011, contribuiu para a recessão económica, aumentou o desemprego e a sinistralidade e vai agora, que foi retomada, sair mais cara.

2015-07-04 08:15:04 - (95 visualizações)
António Costa subiu à serra do Marão, à entrada do lado de Amarante do túnel rodoviário, inserido na autoestrada que vai ligar a Vila Real, para denunciar um dos sete pecados capitais do Governo PSD/CDS.
Escolhi esta obra porque é uma obra exemplar, daquelas que ninguém questiona a sua importância para reforçar a coesão territorial e para diminuir a sinistralidade, e onde a paralisação é um bom exemplo de como saiu muito caro ao Estado e ao conjunto da sociedade, afirmou aos jornalistas.
A construção da Autoestrada do Marão parou em toda a extensão em junho de 2011, logo após a tomada de posse do Governo de coligação, tendo sido retomada apenas no verão do ano passado.
António Costa salientou que a paralisação provocou desde logo 1400 despedimentos, adiou por quatro anos a conclusão de uma obra essencial para reforçar a coesão territorial e, ao fim disto tudo, o Estado tem que fazer um novo contrato, onde teve um acréscimo de 25% nos custos.
Isto custa mais 30 milhões de euros e com condições de financiamento muito mais desfavoráveis do que as que estavam em vigor à data em que a obra foi paralisada, reforçou.
E, na sua opinião, este é um bom exemplo de que parar o investimento não ajudou o país a desenvolver-se, não ajudou à consolidação das finanças públicas, pelo contrário, quebrou a economia e agora vai ficar mais caro do que se a obra tivesse tido continuidade.
António Costa foi recebido numa das bocas do túnel rodoviário por António Ramalho, presidente da nova empresa Infraestruturas de Portugal, que uniu a Estradas de Portugal à Refer.
Questionado pelos jornalistas, António Ramalho divergiu da opinião do líder socialista e garantiu que, fazer a obra por empreitada direta é muito mais barato do que fazê-la em Parceria Público Privada (PPP) como estava previsto.
Estavam previstos custos para esta obra em PPP de 1.300 milhões de euros. E esta obra vai ser concluída por menos de 400 milhões de euros, mesmo já com custos de manutenção. Nem é um assunto discutível, é um valor muitíssimo mais reduzido do que a PPP que foi rescindida, salientou o responsável pela Infraestruturas de Portugal.
Dois anos após a paralisação da Autoestrada do Marão, o Estado resgatou a concessão e lançou três concursos públicos, separando a sua construção em três empreitadas.
Esta via vai ligar a A4 (Porto/Amarante) à Autoestrada Transmontana (Vila Real/ Bragança) a partir de 2016.
Desde o início da empreitada, no verão de 2009, as obras foram suspensas três vezes, sendo que, da primeira vez, o foram apenas na escavação do túnel e por causa de duas providências cautelares interpostas pela empresa Água do Marão.
Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt