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Vitória do "Não" é derrota imposta í s instituições europeias e FMI

A CGTP manifestou-se hoje solidária com o povo grego na sequência da vitória do "Não" no referendo de domingo, na Grécia, considerando tratar-se de "uma derrota" imposta í s instituições europeias e ao Fundo Monetário Internacional (FMI).



2015-07-06 08:00:07 - (78 visualizações)

A significativa derrota imposta às instituições europeias e ao FMI, decorrente do resultado do referendo realizado no domingo, mostra que é possível dizer não a uma política neoliberal, federalista e militarista, onde os interesses especulativos do capital se sobrepõem aos direitos sociais e laborais, às liberdades fundamentais e à solidariedade entre os povos, em violação dos Tratados fundadores da União Europeia, refere a central sindical em comunicado.

A Intersindical saúda os trabalhadores e o povo grego que, com grande coragem e dignidade, não cederam às chantagens e ultimatos e contribuíram para a vitória do Não no referendo.

A posição assumida pelos gregos mostra, no entender da CGTP, uma rejeição inequívoca à política de cortes dos salários e das pensões, do desemprego e do encerramento de empresas, das privatizações e do ataque às funções sociais do Estado, do empobrecimento e da exploração das populações e dos trabalhadores.

A central sindical considera ainda que o resultado do referendo se estende a Portugal, representando uma derrota do Presidente da República e do Governo português, quer porque subjugaram o país às condições impostas pelo diretório das grandes potências da União Europeia, submetendo a economia portuguesa aos interesses dos grupos económicos e financeiros, quer porque têm graves responsabilidades pelas medidas de austeridade adotadas e implementadas em Portugal e das brutais consequências económicas e sociais que resultaram destas medidas.

Os gregos rejeitaram no domingo, em referendo, por ampla maioria (61,34%) as propostas dos credores internacionais, (instituições europeias e Fundo Monetário Internacional), agravando o clima de incerteza na zona euro.

Hoje, o ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, decidiu demitir-se, a pedido do primeiro-ministro grego e para o final do dia está agendado um encontro entre o chefe de Estado francês e a chanceler alemã, Angela Merkel, para discutir a crise atual.

Na sequência dos resultados do referendo, está também agendada para terça-feira uma cimeira extraordinária da zona euro, antecedida de uma reunião do Eurogrupo.

Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt

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