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Declarações de Rangel são “infelizes” e não dignifica os políticos

A presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses (ASJP), Maria José Costeira, qualificou hoje as recentes declarações do eurodeputado social-democrata Paulo Rangel como "infelizes" e que em nada dignificam o discurso político.



2015-08-30 18:49:30 - (91 visualizações)

No sábado, na Universidade de verão do PSD, o eurodeputado social-democrata Paulo Rangel elogiou o ataque sério e consistente feito nos últimos tempos à corrupção e promiscuidade e questionou se alguém acredita que se os socialistas estivessem no poder haveria um primeiro-ministro sob investigação [José Sócrates] ou o maior banqueiro estaria sob investigação [Ricardo Salgado].

Em reação, o Partido Socialista (PS) acusou o eurodeputado de estar a fazer uma tentativa clara de partidarização da justiça, exigindo ao líder do PSD e primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, para clarificar se se reconhece nas declarações de Paulo Rangel.

As declarações do Dr. Paulo Rangel de ontem [sábado] só posso comentá-las dizendo que são umas declarações muito infelizes. Infelizes porque da parte de um político como o Dr. Paulo Rangel espera-se um outro comportamento e espera-se que não politize a justiça, afirmou, em declarações à agência Lusa, Maria José Costeira.

Para a presidente da ASJP, o facto de o país estar a entrar num período de campanha eleitoral não deve ser um pretexto para um vale tudo.

Vamos entrar agora em campanha eleitoral, mas não podemos por isso achar que vale tudo e era bom que os nossos políticos percebessem que a justiça é importante demais para ser politizada e ser objeto de campanhas eleitorais, frisou Maria José Costeira.

E como tal, salientou a representante, as declarações do eurodeputado social-democrata não fazem qualquer tipo de sentido.

E acrescentou: O Dr. Paulo Rangel sabe perfeitamente como funciona o sistema de justiça. É absolutamente independente do poder executivo e, portanto, as declarações são infelizes.

Espero que fiquemos por aqui na campanha e que não deem o mote para que esta campanha venha a fazer com que os tribunais e a justiça sejam objeto da campanha eleitoral com comentários demagógicos e populistas que não dignificam em nada os políticos e que prejudicam a justiça, concluiu a presidente da ASJP.

Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt

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