Prisioneiro mauritano de Guantánamo repatriado
Um prisioneiro mauritano que estava detido na prisão militar norte-americana de Guantánamo, Ahmed Ould Abdel Aziz, foi repatriado para o seu país de origem, divulgou hoje o Departamento de Defesa norte-americano (Pentágono).

2015-10-29 13:56:34 - (37 visualizações)
Os Estados Unidos coordenaram-se com o Governo da Mauritânia para assegurar que esta transferência fosse realizada em conformidade com as medidas adequadas de segurança e de tratamento humano, referiu o Pentágono, num comunicado.
Ahmed Ould Abdel Aziz, de 45 anos, é um alegado membro de uma célula da rede terrorista Al-Qaida que viajou para o Afeganistão para lutar naquele território contra as forças anti-talibãs e possivelmente contra as forças norte-americanas e da coligação internacional da NATO.
O mauritano seria capturado em junho de 2002 em Carachi, no sul do Paquistão.
Foi o primeiro detido do centro de detenção norte-americano em Bagram, a norte da capital afegã de Cabul, antes de ser transferido para Guantánamo em outubro de 2002, segundo documentos do Departamento de Defesa divulgados pelo site WikiLeaks.
Com esta transferência, um total de 113 prisioneiros ainda permanecem na prisão militar norte-americana, localizada no sul da ilha de Cuba e que foi criada após os atentados de 11 de setembro de 2001 para acolher suspeitos de terrorismo.
O encerramento de Guantánamo é uma das promessas da administração do Presidente Barack Obama, desde que chegou ao poder em 2009, mas o processo de esvaziamento da prisão militar têm sido marcado por várias perturbações.
A oposição do Congresso norte-americano e a relutância dos países em acolherem suspeitos de terrorismo têm sido apontados como os principais obstáculos ao cumprimento da promessa de Obama.
Os Estados Unidos estão gratos ao governo da Mauritânia pela sua disponibilidade para apoiar os esforços norte-americanos em curso para encerrar o centro de detenção na Baía de Guantánamo, acrescentou o mesmo comunicado do Pentágono.
Em Guantánamo terão chegado a estar cerca de 700 suspeitos de terrorismo.
Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt