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Subsídios í  importação serão convertidos em estímulos í  produção

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, anunciou hoje que o seu Governo vai transformar em 2016 os subsídios í  importação em estímulos í  produção, quando o país se confronta com a desvalorização do metical e escassez de divisas.



2015-12-18 19:49:11 - (166 visualizações)

Em 2016, conduziremos o processo para a inversão na política de subsídios de importação para subsídios de produção. Isto significa maior rigor de investimento público, afirmou o chefe de Estado, discursando no encontro de fim de ano com o corpo diplomático acreditado em Maputo.

Reiterando a mensagem que deixou no parlamento na quarta-feira de que não está ainda satisfeito com o estado da nação, Filipe Nyusi passou em revista as ameaças à economia moçambicana, que se refletem na forte desvalorização do metical face ao dólar, com impacto no preço das importações, disponibilidade de divisas e subida da inflação.

O Presidente moçambicano apontou igualmente a queda dos preços das matérias-primas, nomeadamente aquelas que Moçambique produz, como carvão, energia, gás, algodão e açúcar, levando a que o país esteja a importar mais e a vender menos.

A dívida vencida nos primeiros nove meses duplicou e, por outro lado, os níveis de ajuda externa ao nosso país reduziram, afirmou o Presidente da República, mencionando ainda a descida do investimento estrangeiro, numa conjuntura agravada pelas cheias no início de 2015 e atual situação de seca no sul do país.

Perante o corpo diplomático, Filipe Nyusi destacou as administrações ao nível de distrito como centro de uma governação focalizada para o aumento da produção e da produtividade, assegurando que vai descentralizar mais recursos mas também exigir mais rigor e a transformação dos executivos locais em centros de resultados por excelência.

A estabilização da economia, observou, dependerá só e só do aumento sempre crescente da produção e da produtividade.

Salientando que quer transmitir uma análise objetiva e consciente para que os moçambicanos de forma transparente conheçam o seu país real, o chefe de Estado disse que o seu Governo já iniciou medidas de curto e médio prazo para o aumento da produção de bens essenciais.

Todos os nossos esforços e objetivos tendem a incentivar e estimular a produção, acompanhado com medidas de contenção de custos e promoção da cultura de poupança, frisou, lembrando as determinações do Banco de Moçambique para regular a liquidez e conter a procura da moeda no mercado, além de assegurar a disponibilidade de divisas no mercado cambial.

Essas medidas, assinalou, têm como objetivo, apoiar os agentes económicos para a importação de matérias-primas e outros bens essenciais de consumo para manter o funcionamento da economia.

O pronunciamento de Filipe Nyusi acontece no mesmo dia em que a agência de rating Moodys anunciou estar em preparação a descida da notação de Moçambique, devido ao aumento crescente das pressões externas sobre a dívida pública e a desvalorização da moeda local.

A revisão para a descida do rating é motivada pelo aumento das pressões externas sobre a posição externa do país, a sua moeda e as suas reservas em moeda estrangeira, escrevem os analistas da Moodys, notando que a análise vai focar-se no risco que estas pressões representam para a intensificação da deterioração e das métricas de dívida externa do Governo e do país.

Em causa está, essencialmente, a redução das reservas externas do país, que passaram de 3,2 mil milhões de dólares, em agosto de 2014, para 2,5 mil milhões, em agosto deste ano, e o aumento da dívida pública do Governo e da economia como um todo, que estão em níveis de 60% e 99% do PIB em 2015, segundo a Moodys.

Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt

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