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Estado vai conseguir tapar "buraco" do BPP

Dinheiro investido no banco privado está no topo da lista de reembolsos. Comissão liquidatária está confiante na devolução aos cofres públicos da ajuda declarada ilegal por Bruxelas.



2016-01-18 09:14:13 - (68 visualizações)

Pela primeira vez nos últimos anos, o Estado português vai conseguir recuperar o dinheiro gasto no resgate de um banco nacional. A garantia é dada pela comissão liquidatária do Banco Privado Português, que considera o crédito estatal como prioritário e assegura ter ativos suficientes para cobrir o valor devido.

Os cofres públicos deverão receber de volta pelo menos 450 milhões de euros, referentes à ajuda prestada em 2008 quando o BPP ficou sem liquidez.

Pouco depois da queda do Lehman Brothers e do início da crise financeira, o Banco Privado entrou em colapso e o Banco de Portugal desenhou um resgate financiado por seis instituições financeiras nacionais. Os 450 milhões de euros investidos tinham garantia pública e o por isso, o Estado devolveu o dinheiro aos bancos que o emprestaram e assumiu a cobrança da dívida junto do BPP.

O Estado pode receber ainda mais, caso a Justiça considere que o BPP deve devolver o valor da ajuda com juros equivalentes às taxas de financiamento médias no mercado em 2008.

Quase oito anos depois, a devolução está próxima, apesar de ainda ser necessária a confirmação do pagamento nos tribunais. O Banco Privado Português tem cerca de 700 milhões de euros em massa insolvente, que servirá para pagar parte dos 1.600 milhões devidos aos quase seis mil credores.

Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt

19/01/2016 - 06:35:20 (136)
Os bancos BCP e Caixa Geral de Depósitos (CGD) ainda devem 1.650 milhões de euros ao Estado, que foram emprestados em 2012 para reforçar capitais próprios e que têm de ser pagos até meados de 2017.
16/12/2015 - 09:21:10 (118)
Administração está a fazer horas extraordinárias para tentar encontrar interessados até ao final da semana.
15/12/2015 - 16:42:11 (113)
O presidente executivo da CGD afirmou hoje que a devolução dos 900 milhões de euros que o Estado injetou será analisada no plano de negócios até 2017, acrescentando que outros bancos fizeram reembolsos porque houve aumentos de capital pelos acionistas.