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"Curta" portuguesa procura financiamento

‘Faça-se a Luz’, de Laura Seixas, lançou uma campanha de crowdfunding para o filme onde a personagem principal é “a luz em si”.



2016-01-29 23:35:25 - (19 visualizações)

‘Let There Be Light’, ou ‘Faça-se a Luz’, conta a história do fim da luz no mundo. Laura Seixas, a realizadora desta curta-metragem de ficção científica, explica ao Notícias ao Minuto que a ideia começou porque “a Sociedade Portuguesa de Física queria um filme de ficção que retratasse a importância da luz e que pudesse ser visto pelo público em geral, não queriam um filme demasiado técnico”.

A realizadora, que também escreveu a história, afirma que começou a pensar como “poderia ver a importância da luz”, surgindo-lhe a ideia do fim da mesma. “Assim, criei uma história sobre uma realizadora a quem lhe é pedido para filmar as últimas memórias de algumas pessoas na Terra”.

“O objetivo [no filme] é enviar esse vídeo para o universo na esperança que alguém, ou alguma coisa, o possa ver; é como um último testemunho da humanidade, como uma mensagem numa garrafa”, explica.

A primeira versão da curta foi apresentada na última Conferência da Luz, na Gulbenkian, a 15 de dezembro porque a equipa ainda está a trabalhar no filme. E é por isso que lançaram a campanha de crowdfunding no Indiegogo.

A Sociedade Portuguesa de Física “avançou com o primeiro investimento que nos permitiu fazer as filmagens e apresentar uma primeira versão do filme, mas ainda precisamos de bastante dinheiro para podermos concluir o filme e para podemos lançá-lo no círculo dos festivais internacionais”. Para além disso “ainda falta cobrir algumas despesas de pós-produção e produção para conseguirmos que o filme chegue ao seu potencial máximo”.

‘Let There Be Light’, segundo Laura Seixas, “é muito ambicioso na imagem e está a ser um desafio levá-lo a cabo”. Tudo porque “a personagem principal deste filme é a luz em si”. “A luz ao longo do filme vai desaparecendo pelo seu espectro, começando pelas frequências mais fracas, o que causa alterações na cor da luz”.

A equipa teve de “recriar um ambiente onde as cores deixariam de existir aos poucos” e teve de se perguntar “o que seria se, de repente, não houvesse a cor vermelha, ou a amarela? Qual seria os efeitos na natureza? Nas pessoas?”. A realizadora explica que tudo isto foi “um exercício interessante” mas “um desafio por criar um cenário apocalíptico com poucos recursos”, sendo que o desafio “foi superado, grande parte graças à dedicação e talento da equipa”.

A curta é falada em inglês, mas foi gravada no Paul do Boquilobo, vários sítios de Lisboa e Entroncamento, com os interiores a serem gravados no Instituto Superior Técnico, em Lisboa.

Laura Seixas deixou ainda o agradecimento às entidades que “permitiram que este projeto avançasse, como a Sociedade Portuguesa de Física, FCT, à organização portuguesa do ano internacional da luz, à Refer, ao IST e à Câmara do Entroncamento, assim como à equipa e aos atores”.

Laura Frederico, Tiago Fernandes, Celia Williams, John Frey e Carolina Abrantes são os atores que dão vida às personagens de ‘Let There Be Light’. A música ficou a cargo de Edward Abela, que “trabalha para os estúdios da Warner”, e o diretor de fotografia é João Afonso Vaz. A directora de arte é Beatriz Realista.

Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt

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