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Parlamento sueco rejeita proposta sobre retirada da nacionalidade

O parlamento da Suécia rejeitou hoje uma proposta da extrema-direita que previa a retirada da nacionalidade sueca a qualquer pessoa que fosse condenada por um crime relacionado com terrorismo.



2016-02-10 19:49:37 - (109 visualizações)

A proposta do partido Democratas da Suécia foi apresentada como uma emenda ao projeto-lei antiterrorismo do governo sueco de esquerda.

O partido anti-imigração pretendia introduzir a possibilidade de retirar a nacionalidade sueca a uma pessoa condenada por um crime relacionado com terrorismo (...) mesmo que essa pessoa se tornasse apátrida.

Só os 45 deputados do partido de extrema-direita votaram a favor da proposta.

Os outros deputados ou votaram contra a proposta (236) ou se abstiveram (16 deputados do partido de esquerda).

Esta votação acontece no mesmo dia em que a Assembleia Nacional Francesa, a câmara baixa do parlamento francês, aprovou um projeto de revisão constitucional que prevê a possível retirada da nacionalidade francesa a binacionais condenados por terrorismo.

O projeto de revisão constitucional foi anunciado pelo Presidente francês, François Hollande, três dias depois dos atentados terroristas de 13 de novembro do ano passado em Paris, que fizeram 130 mortos. O texto passa agora para o Senado, a câmara alta do parlamento francês.

O projeto-lei antiterrorista apresentado pelo governo de Estocolmo prevê uma condenação de dois anos de prisão para quem viaje para o estrangeiro para participar em atividades terrorista, medida destinada sobretudo para aqueles que têm como destino a Síria.

O texto também agrava a moldura penal dos vários crimes relacionados com terrorismo, como é o caso da participação em ações de treino para um ato terrorista ou o financiamento de um grupo terrorista, passíveis de uma condenação de seis anos e de dois anos de prisão, respetivamente.

Os serviços de informação suecos identificaram 292 pessoas que deixaram a Suécia desde 2013 para integrar as fileiras do grupo extremista Estado Islâmico na Síria e no Iraque. Deste grupo, 133 regressaram ao território sueco.

Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt

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