Portugal pode "perturbar" mercados se "inverter caminho"
O ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schauble, afirmou hoje que Portugal "deve estar ciente de que pode perturbar os mercados financeiros se der impressão de que está a inverter o caminho percorrido".

2016-02-11 15:00:15 - (42 visualizações)
Estamos atentos aos mercados financeiros e Portugal deve estar ciente de que pode perturbar os mercados financeiros se der impressão de que está a inverter o caminho que tem percorrido. O que será muito delicado e perigoso para Portugal, disse.
As declarações foram feitas à entrada da reunião do Eurogrupo, que decorre hoje em Lisboa, e que vai comentar a proposta de Orçamento do Estado para 2016, que a Comissão Europeia aprovou na semana passada após intensas negociações com o Governo.
Na última sexta-feira, o executivo comunitário deu luz verde ao plano orçamental depois de Lisboa ter apresentado medidas adicionais, cujo impacto global estimado variará entre os 970 milhões de euros (expectativas de Bruxelas) e os 1.125 milhões de euros (projeções do Governo).
A diferença de 155 milhões de euros não impediu a Comissão de dar o seu aval ao projeto orçamental, embora apontando para os riscos de incumprimento, algo que também deverá constar da declaração de hoje do Eurogrupo.
Já hoje, a ministra da Presidência considerou preocupante o aumento dos juros da dÃvida soberana portuguesa, mas sustentou que essa subida se insere num quadro global de instabilidade financeira internacional e não a fatores especÃficos nacionais.
Confrontada com o facto de os juros da dÃvida portuguesa a dez anos terem atingido os 4,5%, Maria Manuel Leitão Marques comentou que naturalmente o Governo não podia deixar de estar preocupado com essa questão [aumento dos juros da dÃvida], mas, como é sabido, essa instabilidade é infelizmente global e internacional, afetando mais uns paÃses do que outros.
Estamos a olhar atentamente para essa situação, que obviamente preocupa toda a zona euro e, em particular, os paÃses mais afetados por essa instabilidade, afirmou a ministra da Presidência.
Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt