Bloco quer ouvir presidente da CMVM no parlamento
O Bloco de Esquerda (BE) pediu hoje a audição no parlamento do presidente da Comissão do Mercado dos Valores Mobiliários (CMVM) para falar sobre a situação dos lesados do papel comercial do Grupo Espírito Santo (GES) e do BES.

2015-06-17 11:30:08 - (137 visualizações)
O requerimento, assinado pela deputada do BE Mariana Mortágua e dirigido ao presidente da Comissão Parlamentar de Orçamento, Finanças e Administração Pública (COFAP), pede a presença no parlamento de Carlos Tavares para perceber que casos existem concretamente, que diligências estão a ser tomadas e que contactos existem com o Banco de Portugal e o Novo Banco para resolver a questão de forma definitiva.
Entendemos que, após a Comissão de Inquérito [BES/GES] e as sucessivas e unânimes declarações em apoio de uma resposta/solução para estas pessoas, é responsabilidade da Assembleia da República escrutinar o trabalho das instituições supervisoras a este respeito e contribuir para, no mínimo, esclarecer de uma vez por todas estas pessoas que, em muitos casos, vivem dramas pessoais que não nos devem ser indiferentes, prossegue o requerimento do partido.
O Bloco lembra que para o banco central, liderado por Carlos Costa, a responsabilidade de determinação do pagamento destes produtos [papel comercial] cabe à CMVM, desde que a solução encontrada não conflitue com a lei da resolução.
Contudo, as várias posições sobre esta realidade têm sido geradoras de confusão, e impedido o transparente esclarecimento das centenas de pessoas que, por todas as razões conhecidas, têm o justo direito a uma resposta, alerta Mariana Mortágua.
Os lesados do papel comercial garantiram na segunda-feira que vão manter os protestos enquanto o Banco de Portugal continuar a fugir às responsabilidades e apelam ao regulador dos mercados que reafirme incondicionalmente a obrigação de reembolso pelo Novo Banco.
À CMVM aqui fica o apelo para que uma vez mais de forma imediata, clara, expressa, fundamentada e inequívoca reafirme de forma incondicional a razão legal e moral que assiste aos clientes lesados do papel comercial no reembolso das suas poupanças pelo Novo Banco, conforme seu parecer de abril de 2015, foi referido num comunicado enviado pelos lesados do papel comercial e pela AIEPC (Associação dos Indignados e Enganados do Papel Comercial).
Os lesados do papel comercial garantem que irão manter os seus protestos na rua e à porta do Novo Banco (antes, durante e após a sua venda), enquanto as autoridades, em particular o Banco de Portugal, continuarem a mentir e a fugir às suas responsabilidades anteriormente assumidas no reembolso das suas poupanças.
Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt