Investigadores desenvolvem terapia inovadora para tumores cerebrais
Investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) de Coimbra desenvolveram uma terapia inovadora para tratamento de tumores cerebrais, anunciou hoje a Universidade de Coimbra.

2015-06-22 03:21:48 - (83 visualizações)
Uma equipa de investigadores do CNC da Universidade de Coimbra (UC) desenvolveu uma nanopartícula capaz de entregar moléculas terapêuticas a tumores cerebrais malignos, afirma uma nota da UC hoje divulgada.
A investigação, liderada por Conceição Pedroso de Lima, investigadora do CNC, resulta do trabalho realizado ao longo dos últimos quatro anos no desenvolvimento de uma nova terapia para o glioblastoma, uma forma altamente maligna de tumor cerebral que reduz a vida dos doentes para 12 a 15 meses após diagnóstico, acrescenta a UC.
Foi demonstrado que nanopartículas compostas por moléculas de gordura (lípido), às quais se junta uma proteína que reconhece especificamente células tumorais, entregam de forma eficiente a estas células pequenas moléculas terapêuticas (ácidos nucleicos que são macromoléculas localizadas no núcleo das células), sublinha Pedro Costa, primeiro autor do estudo.
A entrega destas moléculas terapêuticas, após administração intravenosa em ratinhos com glioblastoma, combinada com quimioterapia, resultou em significativa morte das células malignas e redução do tumor cerebral, salienta Pedro Costa.
Este estudo demonstra que uma das limitações no tratamento dos tumores cerebrais, que está relacionada com a dificuldade em entregar moléculas terapêuticas aos tumores, pode ser ultrapassada através da utilização de veículos de transporte direcionados especificamente para os tumores, explicita Conceição Pedroso de Lima.
Trata-se de um passo importante, embora ainda se esteja numa fase inicial para o desenvolvimento de uma abordagem terapêutica que se espera poder chegar a ensaios clínicos, adianta a investigadora.
Os principais problemas associados à quimioterapia são os efeitos secundários nos órgãos saudáveis, mas a utilização das nanopartículas desenvolvidas poderá contribuir para aumentar a eficácia da quimioterapia e reduzir os efeitos secundários associados, admite Conceição Pedroso de Lima.
Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt