Évora vai proibir circos com animais
Os circos com animais vão deixar de poder instalar-se no concelho de Évora, depois de a Assembleia Municipal ter aprovado uma recomendação apresentada pelo PS, que a gestão CDU da Câmara disse que vai acatar.

2015-06-30 09:00:09 - (77 visualizações)
A recomendação foi aprovada, por maioria, pela Assembleia Municipal de Évora (AM), com 15 votos favoráveis (PS, BE e PSD), 14 votos contra (CDU e PSD) e quatro abstenções (CDU e PSD), informou hoje o município.
A proposta dos socialistas surgiu na sequência da discussão da petição Fim dos circos com animais em Évora, que um grupo de cidadãos entregou na AM, para que o município deixasse de licenciar os circos com animais no concelho.
O presidente da Assembleia Municipal, António Jara (CDU), explicou hoje à agência Lusa que a recomendação pede à Câmara que, no espaço de seis meses, apresente as medidas necessárias para deixar de licenciar os circos com animais.
O responsável assinalou que a decisão da AME foi tomada após a petição pelo fim dos circos com animais no concelho de Évora ter sido apreciada numa reunião da Assembleia Municipal e discutida numa audição com as partes envolvidas.
Também em declarações à Lusa, o vereador João Rodrigues, que tem o pelouro dos serviços veterinários, afirmou que a Câmara vai analisar a situação em devido tempo, mas garantiu que, como sempre, vai acatar todas as deliberações da AME.
Referindo que a Câmara não tomou posição sobre a matéria, João Rodrigues sublinhou que o executivo municipal ainda não tem nenhum dado concreto sobre qual vai ser a metodologia de trabalho para alterar as normas regulamentares.
Atualmente, segundo o vereador, a Câmara de Évora passa a licença que permite aos circos instalarem-se no concelho, após os serviços veterinários avaliarem as condições em que se encontram os animais e verificarem os respetivos registos.
Na recomendação aprovada, está previsto o estabelecimento de um período de transição que se considere adequado para permitir aos agentes económicos envolvidos adaptarem-se a esta nova realidade.
Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt