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Comunidade cigana proibida de frequentar piscina em Estremoz

O movimento SOS Racismo criticou hoje a Câmara de Estremoz por impedir a entrada nas piscinas municipais í  comunidade cigana de um bairro da cidade, mas o autarca refuta as acusações, alegando prejuízos causados por distúrbios.



2015-07-10 06:00:06 - (63 visualizações)

José Falcão, do movimento SOS Racismo, disse hoje à agência Lusa que a denúncia da situação foi enviada para a Comissão para a Igualdade e Contra a Discriminação Racial para que possa atuar em conformidade.

Considerando a medida completamente ilegal, um comunicado do movimento acrescenta que seguramente em Estremoz não serão apenas elementos da comunidade cigana a provocar distúrbios.

E, mesmo que assim fosse, é criminoso decidir que toda uma comunidade deve pagar por qualquer coisa que este ou aquele elemento possa ter feito, refere o documento.

No comunicado, o SOS Racismo interroga-se sobre a presença da autoridade no local, que, ao ouvir uma funcionária da câmara dizer a uma pessoa do movimento que não deixavam entrar nas piscinas moradores do bairro das Quintinhas de etnia cigana, ouviu esta afirmação grave e nada fez.

O SOS Racismo, no documento, interroga também o presidente do município alentejano sobre os distúrbios, considerando que se houve, que se averigue as responsabilidades e a justiça que atue em conformidade.

Contactado pela Lusa, o presidente da Câmara de Estremoz, Luís Mourinha, disse que, enquanto não forem identificadas as pessoas que provocaram distúrbios e vandalismo e causaram prejuízos ao município nas piscinas, os moradores do bairro das Quintinhas não podem entrar.

Houve pessoas que entraram vestidas nas piscinas e outras fizeram as necessidades fisiológicas na água e não cumpriram com o regulamento. Por este motivo, fomos obrigados a esvaziar as piscinas para limpeza e desinfestação, salientou.

O município aguarda o relatório da PSP, com a identificação das pessoas, para pagarem os prejuízos provocados nas instalações, adiantou o autarca.

Luís Mourinha alegou que a autarquia não tomou esta medida por estar contra a comunidade cigana.

Há outras pessoas também ciganas, residentes noutras zonas da cidade, que cumprem o regulamento e estão a entrar nas piscinas, disse.

O autarca considerou ainda que o SOS Racismo deveria ter ouvido o presidente da câmara primeiro, para se informar da situação, antes de acusar o município.

Assim, o comunicado do SOS Racismo é também uma forma de racismo contra o presidente da câmara, referiu.

Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt

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