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Humilhação da Grécia? "Não vejo como acordo possa ser uma humilhação"

O primeiro-ministro português reagiu, ao início da manhã desta segunda-feira, ao princípio de acordo alcançado com a Grécia depois de uma longa noite de negociações.



2015-07-13 01:45:04 - (143 visualizações)

Os líderes europeus estiveram reunidos desde as 17h00 de domingo para tentarem chegar a acordo relativamente à crise grega.

Hoje, cerca das 08h00 em Portugal, o primeiro-ministro da Bélgica anunciou que foi encontrado o fumo branco nas negociações e que se chegou a um acordo para evitar que a Grécia saísse da zona euro.

Na sua primeira reação à notícia, Pedro Passos Coelho congratulou todos os chefes de Estado e de Governo da zona euro por terem conseguido chegar a um princípio de acordo com o Executivo helénico.

Questionado pelos jornalistas se considerava este acordo uma humilhação para a Grécia, devido às imposições dos credores europeus, Passos Coelho foi perentório em negar tal cenário.

“Não vejo como possa ser considerado uma humilhação. Este acordo permitirá que a Grécia receba quase mais 86 mil milhões de euros no seu terceiro programa de resgate que é mais do que Portugal recebeu num só programa”, começou por dizer o responsável português.

Passos lembrou que “desde que o seu programa de resgate foi iniciado, a Grécia terá recebido e visto ser-lhe perdoado mais de 400 mil milhões de euros”.

“E vai receber mais 86 mil milhões, o que significa que terá sido o país que largamente recebeu mais de duas vezes o valor do seu PIB entre financiamento dado e dívida perdoada”, acrescentou.

Por estas razões, o chefe do Executivo nacional considera que não há motivo para que se possa ver esta situação como uma “humilhação” para a Grécia.

“Não creio que quando se está a pedir a todos os países da zona euro que coloquem mais 86 mil milhões na Grécia – para voltar a recapitalizar os bancos e para pagar dívidas e financiar a atividade do Estado – não creio que possa ser considerado humilhação. Só pode ser considerada uma ação responsável e solidária”, indicou.

“Não pode ser interpretado de outra maneira”, concluiu.

Fonte: http://www.noticiasaominuto.pt

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